Militares que arriaram bandeira dos EUA em 1961 assistirão ser içada em Cuba
Internacional|Do R7
Washington, 13 ago (EFE).- Os três fuzileiros navais que arriaram em 1961 a bandeira dos Estados Unidos da frente da embaixada americana em Cuba após a ruptura das relações diplomáticas entre os dois países presenciarão ela ser içada amanhã, sexta-feira, em cerimônia liderada pelo secretário de Estado, John Kerry. Larry Morris, Mike East e Jim Tracy viajarão a Havana junto com a comitiva que acompanhará Kerry na primeira visita de um secretário de Estado a Cuba em décadas, e relebraram sua época em um vídeo divulgado pelo Departamento de Estado no YouTube. "Acredito que temos um vínculo especial com Cuba. É um vínculo que não pode se expressar com palavras", afirmou East no vídeo. Os três eram fuzileiros navais responsáveis pela segurança da embaixada em Havana em 4 de janeiro de 1961, quando o suboficial a cargo pediu voluntários para descer a bandeira pela última vez antes de deixarem Cuba e fechar a missão diplomática. Junto com eles, também voltará a Havana outra das testemunhas do fechamento da embaixada americana em 1961, o ex-diplomata Wayne Smith, que passou o último meio século defendendo o diálogo entre Estados Unidos e Cuba. O diálogo, cujo início foi anunciado em dezembro, já resultou no restabelecimento de relações diplomáticas entre EUA e Cuba, em 20 de julho. "Acredito que o suboficial a cargo disse algo sobre buscar os maiores e mais feios fuzileiros que pudessem encontrar, (e disse:) os mande aqui", afirmou o sargento maior de artilharia, Jim Tracy, de 78 anos, no vídeo, publicado em inglês e em espanhol. A tarefa recaiu sobre Tracy, o guarda de maior categoria na embaixada; Morris, um soldado que hoje tem 75 anos; e East, de 76, um cabo que chegou a ser sargento de artilharia. "A embaixada tem portas grandes de cristal, e por elas saímos nós três. Paramos nos degraus. Fora havia uns 300 cubanos, mas a calçada ficou espaçosa. Nos aproximamos da bandeira e não havia ninguém na calçada. Sabiam o que íamos fazer", lembrou Tracy. Morris se emocionou ao descrever o momento em que decidiram dobrar a bandeira tal como foram ensinados, e East lembrou como um "momento comovente". "Estive casado por 44 anos e falei com ela sobre Cuba durante 44 anos", disse com um sorriso Morris, que passou apenas quatro meses na ilha, mas gostou "muito mais do que de qualquer outro lugar" em que tenha estado. Segundo Morris, a bandeira americana "está retornando para onde deveria estar", em frente à embaixada do país em Havana. Depois do acordo bilateral para normalizar as relações bilaterais, Tracy ligou para Morris e brincou com ele sobre a possibilidade de voltar a Cuba e içar a bandeira. "E disse: 'Jim, pagaria minha própria passagem se pudesse fazê-lo'", indicou Morris. East, por sua vez, afirmou que agora que sabe que assistirá à cerimônia, pensa "toda noite no momento em que a bandeira será içada, porque isso significa muitíssimo". EFE llb/cd (vídeo)













