Moradores fazem patrulha em aldeia cisjordaniana onde morreu bebê
Internacional|Do R7
Jerusalém, 2 ago (EFE).- Moradores da aldeia cisjordaniana de Duma, onde na sexta-feira um bebê palestino foi queimado vivo e três parentes ficaram gravemente feridos em um ataque atribuído a radicais judeus, formaram patrulhas de vigilância para se defendere da violência dos colonos. Os grupos de vigilância, compostos por voluntários, patrulharão Duma e seus arredores 24 horas por dia, sete dias por semana, para impedir que se repitam ataques como o ocorrido à família Dawabsha, informou neste domingo a agência "Ma'an". Na madrugada de sexta-feira um coquetel molotov causou um incêndio que matou o bebê de ano e meio e deixou em estado crítico o irmão de 4 anos, além de ter provocado graves ferimentos nos pais, com 60% de queimaduras no corpo. Apesar de os órgãos de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP) insistirem neste fim de semana que farão todo o possível para impedir que ocorram esses ataques, a ANP não tem jurisdição sobre os israelenses que residem na Cisjordânia, território ocupado por Israel em 1967. Desde 2002, terroristas judeus cometeram pelo menos cinco ataques que mataram 20 palestinos, apesar de diariamente haver agressões de menor impacto midiático que são "toleradas" pelas autoridades. A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) tem contabilizados na Cisjordânia e Jerusalém Oriental mais de 11 mil casos desde 2004, entre espancamentos, incêndios de casas e outras situações que as autoridades judiciais israelenses costumam ignorar. A probabilidade de os autores serem condenados por um Tribunal é inferior a 2%, disse a ONG israelense Yesh Din, já que Israel nunca deu uma resposta clara sobre sua morna atuação para conter o extremismo. Samir Dawabsha, diretor-geral do Ministério de Governo Local em Nablus, pediu neste domingo para que os palestinos de todos os territórios ocupados preparem planos alternativos para se defender deste tipo de ataques. "O povo palestino, não importa onde viva, é alvo dos ataques da ocupação e seus colonos, e a cidadania deve ficar em guarda para impedir que se repita o que aconteceu", comentou. EFE db/vnm











