Morgan Freeman: "Se acredito no personagem, o público o fará também"
Internacional|Do R7
Antonio Martín Guirado. Los Angeles (EUA), 25 mai (EFE).- Morgan Freeman é o mais próximo de Deus em Hollywood. De fato, interpretou esse papel em duas ocasiões. Pelo menos o dom da onipresença ele parece ter, já que neste ano apresenta quatro filmes, entre eles "Truque de Mestre", que estreia na próxima sexta-feira nos Estados Unidos, uma frequência que, na sua opinião, não afeta a credibilidade de seus personagens. "Penso que, se eu acredito no personagem, o público o fará também", disse Freeman em entrevista à Agência Efe. "Se aceito um papel que não posso interpretar, algo que fiz em algumas ocasiões em minha carreira, sei que o espectador não aceitará percorrer a viagem comigo porque notará que não sou eu", explicou o ator, que vai completar 76 anos no dia 1º de junho. Neste ano, ele já apareceu nas telonas em "Invasão à Casa Branca" e "Oblivion", e após "Truque de Mestre", será a vez de "Last Vegas", estrelado também por Michael Douglas, Robert De Niro e Kevin Kline. "Busco histórias interessantes, que atraiam a imaginação e a atenção do público. Também fazer coisas diferentes e me encontrar com atores com os quais tenho vontade de trabalhar. Tive muita sorte ultimamente porque estes quatro papéis não se parecem em nada um com o outro. Isso é muito prazeroso para mim", declarou. Em "Truque de Mestre", dirigido por Louis Leterrier, quatro talentosos ilusionistas assombram o público com um espetáculo de última tecnologia que envolve uma série de assaltos em nível mundial e que mantêm em expectativa o FBI e a Interpol. Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Ilha Fisher e Dave Franco encarnam os integrantes da quadrilha, e Freeman dá vida a um antigo ilusionista convertido em profissional responsável por desacreditar esses supostos truques. A ideia de roubar o dinheiro dos ricos para distribuí-lo aos pobres já esteve presente em outro filme estrelado por Freeman: "Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões" (1991), protagonizado por Kevin Costner, mas o veterano ator se sentiu atraído agora pela ideia de apresentá-la "em um cenário completamente inovador". Além disso, o ganhador do Oscar por "Menina de Ouro" (2004) teve a oportunidade de dividir cenas com outra lenda do cinema, Michael Caine. "Foi maravilhoso", admitiu. "Acho que nós dois aproveitamos. Sou fã de Michael desde que o vi em 'Zulu' (1964), e dispor de mais cenas e trocar bons diálogos aqui com ele é a cereja do bolo. Não tínhamos falado nada quanto a voltar a trabalhar juntos, simplesmente aconteceu assim", contou. Apesar de sua idade, Freeman reconhece que continua desfrutando de sua profissão como no primeiro dia, e aprendendo com as novas gerações de cineastas. "Nasci para fazer isso", afirmou. "Cada vez que faço um filme, sinto a mesma emoção. É um luxo poder conhecer gente que admiro e pela qual tenho tão alta estima. A vida me trata de forma incrível", declarou Freeman, que lembra o grande passo que deu em Hollywood ao atuar em "Conduzindo Miss Daisy" (1989) e "Tempo de Glória" (1989) de forma consecutiva. "Estava com 20 anos de trabalho nos teatros de Nova York e então florescia minha carreira no cinema. Meu sonho se cumpria", disse. A esse paraíso pessoal não deve ser colocado freio. Atualmente, o veterano astro grava o filme de ficção científica "Trascendence" com Johnny Depp. "De Johnny Depp sempre se pode esperar algo único", argumentou. "Acho que as pessoas vão gostar. O roteiro pergunta aonde a tecnologia nos leva. Onde estaremos em 50 anos? O cineasta é Wally Pfister, um grande diretor de fotografia que trabalhou em todos os filmes de Batman feitas por (Christopher) Nolan", afirmou. Sobre sua participação na saga do homem-morcego, ele disse que foi "divertido" e "genial de fazer", mas considera que três filmes "já são suficientes". "Não acho que vão tocar a franquia por muito tempo. Mas talvez em 10 anos venham com uma ideia brilhante", finalizou. EFE mg/id













