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Mulher-bomba ataca delegacia no centro histórico de Istambul

Um policial morreu e outro ficou ferido no ataque

Internacional|Do R7

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"Fomos abalados por uma explosão muito alta. Havia clientes e todo mundo caiu no chão", disse testemunha
"Fomos abalados por uma explosão muito alta. Havia clientes e todo mundo caiu no chão", disse testemunha

Uma mulher-bomba detonou seus explosivos nesta terça-feira (6) dentro de uma delegacia de polícia no bairro de Sultanahmet, centro histórico de Istambul, matando um policial e ferindo outro.

Não houve reivindicação imediata de responsabilidade, mas a explosão ocorreu menos de uma semana depois que o grupo de extrema-esquerda DHKP-C disse que estava por trás de um ataque com granadas contra a polícia perto do gabinete do primeiro-ministro em Istambul.


A Turquia também enfrenta possível ameaça de militantes islâmicos que atravessam a fronteira da Síria e do Iraque e, apesar de uma trégua em uma insurreição de 30 anos, de rebeldes curdos.

A polícia isolou a rua onde o ataque desta terça-feira aconteceu, em frente à praça do museu Aya Sofya e da Mesquita Azul e perto da Cisterna da Basílica, que estão entre os principais lugares visitados por milhões de turistas em Istambul a cada ano.


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"Fomos abalados por uma explosão muito alta. Havia clientes e todo mundo caiu no chão", disse Kaan Koc, que trabalha em frente à delegacia, disse à emissora CNN Turk.

"Um policial saiu da delegacia e disparou para o ar dizendo 'dispersem, há uma terrorista suicida, vão para dentro'. Então ouvimos tiros, mas não tínhamos certeza quem estava atirando."


Janelas foram quebradas e persianas ficaram penduradas no edifício amarelo de três andares que abriga a delegacia para turistas.

A mulher entrou na delegacia dizendo em inglês que ela tinha perdido a bolsa e depois se explodiu, disse o governador de Istambul, Vasip Sahin, a repórteres no local. A nacionalidade e a identidade da mulher eram desconhecidas.

O primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, disse que um dos policiais morreu. Não ficou imediatamente claro se a mulher-bomba tinha ligações com qualquer grupo em particular.

O grupo DHKP-C havia alertado sobre futuros atentados após o ataque de quinta-feira passada, em que um homem carregando uma arma automática foi detido próximo ao Palácio Dolmabahce da era otomana.

O grupo também foi responsável por um atentado suicida na embaixada dos Estados Unidos no ano passado, bem como ataques a postos policiais turcos.

A Turquia enfrenta outras ameaças de segurança.

Alguns dos milhares de combatentes estrangeiros que se juntaram às fileiras dos militantes do Estado Islâmico na Síria e no Iraque entraram nesses territórios via Turquia, aumentando a preocupação de que poderiam voltar e cometer ataques em solo turco.

Também houve confrontos no sudeste predominantemente curdo da Turquia nas últimas semanas entre os membros do partido islâmico curdo e jovens ligados ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão, considerado ilegal, que também fez ataques no passado.

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