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‘Não acredito que esse final de semana saia alguma coisa’, diz especialista sobre acordo entre EUA e Irã

‘Posição dos EUA em torno de programa nuclear do Irã é simples: nenhum enriquecimento’, afirma Ricardo Cabral

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Especialista Ricardo Cabral acredita que não haverá acordo neste final de semana.
  • Donald Trump afirma que a guerra deve terminar em breve e que o Irã concordou em entregar urânio aos EUA.
  • A posição dos EUA em relação ao programa nuclear do Irã é de "nenhum enriquecimento".
  • O foco das negociações é a abertura comercial do Irã para empresas americanas, além do cessar-fogo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Apesar das dificuldades em torno dos pontos apresentados por Estados Unidos e Irã e das divergências quanto ao destino do programa nuclear iraniano, Donald Trump declarou nesta sexta-feira (17) que a guerra deverá terminar em breve. Ele ainda afirmou que representantes do Irã já concordaram em entregar urânio diretamente para os EUA. Teerã não comentou essa fala.

Trump também revelou que está disposto a participar presencialmente da assinatura de um acordo neste fim de semana no Paquistão. O otimismo do presidente contrasta com a visão que o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral possui em torno da guerra.


Mísseis nucleares do Irã
Divergências em torno do programa nuclear iraniano dificultam possibilidade de acordo Reprodução / Record News

“Eu não acredito que esse final de semana saia alguma coisa, acho muito improvável”, afirmou em entrevista ao Conexão Record News do mesmo dia. A principal falha em torno do acordo, na opinião de Cabral, é a inflexibilidade dos EUA em torno do programa nuclear.

“A posição norte-americana é simples: nenhum enriquecimento. Me entregue tudo e você não terá nenhum enriquecimento”. O especialista acredita que os EUA pretendem, no máximo, fornecer diretamente urânio para o Irã, mas que o principal objetivo de Trump envolve a abertura comercial do país para liberar a entrada de empresas americanas que explorariam o petróleo local.


Tais esforços têm recebido uma prioridade durante as reuniões, em lugar de outros assuntos que estão envolvidos no cessar-fogo, como normalizar as relações entre as monarquias árabes e Israel ou diminuir o apoio do Irã a grupos terroristas. “Trump quer que o acordo não se limite apenas a esses itens que são do interesse geral. Os americanos querem vantagem”.

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