‘O Hezbollah, como um grupo político, não deve ser levado em consideração’, avalia especialista
Representantes de Israel e Líbano começam negociações de cessar-fogo sem a participação do grupo terrorista
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
Representantes de Israel e do Líbano se reuniram em Washington para discutir um possível cessar-fogo. De acordo com as negociações e os esforços diplomáticos, o governo libanês não está formalmente em guerra com os israelenses. Em contrapartida, é acusado de não conter as ações do grupo terrorista Hezbollah, que domina o sul do país e recebe apoio do Irã.
Enquanto o Líbano defende o cessar-fogo com o adendo para conversas entre os governos, os extremistas se posicionaram contra, alegando a reunião como “diálogos inúteis”.
“É um passo importante. O Hezbollah, como um grupo político e terrorista, não deve ser levado em consideração. Se Israel e a comunidade internacional caracterizarem e darem legitimidade ao Hezbollah como um grupo político e negociarem com eles, estaremos abrindo portas [...] para outros grupos terroristas se tornarem agentes políticos de países”, explicou o economista e especialista em relações internacionais Igor Lucena, em entrevista ao Conexão Record News.
Lucena ainda afirmou que o governo israelense está correto em não negociar com os terroristas e que o Líbano já possui o entendimento de que precisa tirar o Hezbollah da vida política do país.
“O Irã vai tentar prejudicar esses acordos, mas eu acho que o Líbano já entende, pelo menos de uma maneira incipiente, que, se não retirar o Hezbollah do seu meio político, nunca vai ter paz. [...] Israel está correto em não negociar com esse grupo nessas condições”, argumenta.
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