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"Não poderia estar mais contente", diz diplomata que saiu de Cuba em 1961

Internacional|Do R7

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Washington, 20 jul (EFE).- Wayne Smith, um dos diplomatas americanos que viram o fechamento da embaixada em Cuba em 1961, passou o resto de sua carreira defendendo o diálogo entre os dois países e nesta segunda-feira viu realizado seu sonho ao contemplar a bandeira cubana tremulando no céu de Washington. "Não poderia estar mais contente após tantos anos", disse Smith à Agência Efe, enquanto tomava um mojito perto do bar Ernest Hemingway, situado no segundo andar da nova embaixada cubana em Washington. O diplomata, de 83 anos, foi chefe do Escritório de Interesses americano em Havana entre 1979 e 1982, e ao longo de sua carreira denunciou o embargo imposto à ilha e a falta de relações bilaterais como uma estratégia errônea. Por isso, hoje foi um dos 500 convidados pelo governo de Cuba à abertura da embaixada cubana, a mesma fechada em 1961, enquanto Smith e outros tantos diplomatas americanos abandonavam Havana após a ruptura de relações nesse ano. "Sempre estive convencido que podíamos conseguir muito mais através das relações que através do isolamento", declarou hoje à Efe. "Achava que a política do embargo, de negar-nos a ter um diálogo, era completamente contraproducente. Podíamos conseguir muito mais com relações diplomáticas, e após 50 anos, ainda acredito nisso", acrescentou. Na cerimônia na embaixada de Cuba em Washington estiveram presentes artistas como o cantor Silvio Rodríguez e o ator Danny Glover, e legisladores como o congressista democrata Raúl Grijalva ou o senador republicano Jeff Flake, entre outros. Dentro dos eventos da jornada, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, se reuniu na sede do Departamento de Estado com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez. Previamente à visita do chanceler Rodríguez ao Departamento de Estado, a primeira de um responsável da diplomacia cubana nessa sede desde a ruptura de relações, em 1961, hoje aconteceu a colocação da bandeira cubana, junto às dos demais países com os quais os EUA têm relações, no salão de entrada de dita instituição. EFE llb/rsd

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