Netanyahu anuncia formação de governo às vésperas de visita de Obama
As negociações entre o premiê e seus parceiros duraram 40 dias
Internacional|Do R7
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou oficialmente neste sábado (16) ao presidente Shimon Peres que formou um novo governo, pouco antes do fim do prazo concedido, às vésperas da visita histórica do presidente americano, Barack Obama, a Israel.
O anúncio foi feito após 40 dias de duras negociações entre o premiê e seus parceiros da coalizão de centro-direita e de direita nacionalista religiosa.
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Em uma reunião com Peres, em sua residência em Jerusalém, Netanyahu anunciou que conseguiu "formar um governo", segundo um comunicado da presidência.
O premier israelense tinha prazo até a noite deste sábado para tentar formar um governo ou admitir seu fracasso, depois de o prazo inicial para formar uma coalizão ter sido prorrogado por duas semanas.
O pacto de coalizão foi obtido na última hora da sexta-feira (15), apenas cinco dias antes da primeira visita a Israel do presidente americano, Barack Obama.
Debilitado pelas difíceis negociações, Netanyahu, que é líder do Likud (direita), firmou um acordo de coalizão com o partido de centro direita Yesh Atid e com o movimento nacionalista religioso Lar Judaico.
Yair Lapid, líder do partido Yesh Atid ("Há futuro" em hebraico), fez um avanço nas legislativas de 22 de janeiro, ao obter 19 cadeiras.
O novo governo prestará juramento perante a Knesset (Parlamento) na segunda-feira (18), 48 horas antes da chegada de Obama.
A próxima maioria governamental contará, portanto, com 68 deputados sobre um total de 120.
Os analistas preveem um difícil terceiro mandato para Netanyahu, que terá que lidar com uma "coalizão de pesadelo", segundo intitulou o jornal Haaretz, após renunciar à sua aliança com os ultraortodoxos do Shas (11 deputados) e o Judaísmo Unido da Torá (ultraortodoxo askenazi, 7 cadeiras) e ter que se unir, ao contrário, a parceiros muito mais complicados.
"Posso formar um governo. Você me confiou esta tarefa e a realizei", disse Peres a Netanyahu, que saiu debilitado das difíceis negociações.
"Estamos diante de um ano decisivo em questão de segurança, economia e esforços com vistas a fazer avançar a paz" (com os palestinos), acrescentou o premier, que inicia seu terceiro mandato no comando de Israel.
Logo após o anúncio, a presidência americana imediatamente declarou que espera trabalhar de maneira estreita com o novo governo israelense.
"O presidente Obama espera trabalhar estreitamente com o primeiro-ministro e o novo governo (de Israel) para responder aos muitos desafios que enfrentamos e para avançar em nosso interesse comum sobre a paz e a segurança", indicou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em um comunicado de cumprimentos do governo.
Segundo o acordo de coalizão firmado com o centro e a extrema-direita, o Likud, partido de Netanyahu (20 deputados) ficará com as pastas da Defesa e do Interior.
"Bibi", como o premier é conhecido em Israel, se encarregaria das Relações Exteriores à espera do fim do processo por abuso de confiança do ex-titular da pasta, Avigdor Lieberman, seu aliado eleitoral e líder do partido nacionalista Israel Beiteinou (11 deputados).
Yair Lapid, do partido Yesh Atid (19 deputados), ficará com o ministério das Finanças, que enfrentará uma difícil conjuntura econômica. O partido ficará, ainda, com as pastas da Educação e da Saúde.
O Lar Judaico (12 cadeiras) ficará com os ministérios da Indústria e Comércio, e com o da Habitação, que supervisiona a polêmica construção de assentamentos.
A ex-ministra de Relações Exteriores Tzipi Livni, cujo novo partido de centro HaTnouha (6 cadeiras) foi o primeiro a firmar com Netanyahu em 19 de fevereiro, será a ministra da Justiça, encarregada também das negociações de paz com os palestinos para conseguir "o objetivo de chegar a um acordo político que ponha fim ao conflito".
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