Logo R7.com
RecordPlus

Nova York proibirá discriminação por tipos de cabelo ou penteado

Cidade terá novas diretrizes para enquadrar demissões e assédios por conta de penteados ou tipos de cabelo como discriminação, com previsão de multa

Internacional|Da EFE

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Demissões ou assédio por corte de cabelo serão punidos com multa em Nova York
Demissões ou assédio por corte de cabelo serão punidos com multa em Nova York

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Nova York emitirá novas diretrizes para qualificar como discriminação demissões e assédios em decorrência do tipo de cabelo ou do penteado, e anunciou a imposição de multas como forma de sanção.

Embora a medida englobe todos os nova-iorquinos em seus centros de trabalho, escolas e lugares públicos, procura conter o tratamento desigual principalmente contra pessoas negras e será a primeira deste tipo adotada no país, segundo antecipou o jornal "The New York Times".


Leia mais: Após caso de racismo, Starbucks fecha lojas para treinar equipes

As novas diretrizes, que serão divulgadas com detalhes nesta semana e que imporão multas de até US$ 250 mil (cerca de R$ 927 mil), surgem depois que a Comissão Municipal investigou denúncias de trabalhadores em um centro sanitário e em uma organização sem fins lucrativos nos Bronx, assim como em um salão de beleza em Manhattan e em um restaurante no distrito de Queens.


As diretrizes serão um recurso legal para aqueles indivíduos que tenham sido humilhados, ameaçados, castigados ou demitidos pela textura de seu cabelo ou o penteado em questão.

Leia também

Concretamente, apontará ao direito dos nova-iorquinos de manter o cabelo natural, com tratamento ou sem tratamento, a usá-lo encaracolado, afro, com tranças africanas, dreads, pintados, entre outros estilos.


A Comissão poderá obrigar também a imposição de mudanças nas políticas das instituições e a readmitir os afetados.

No entanto, esta política não interferirá em regras existentes de saúde e segurança.


As novas diretrizes estarão baseadas no argumento de que o cabelo é inerente à sua raça e é portanto protegido sob as leis de direitos humanos que proíbe a discriminação baseada em raça, gênero, origem, religião e outras categorias protegidas, indicou o jornal.

Também afirma que até o momento não há um precedente legal na Corte Federal para a proteção do cabelo.

O jornal lembrou que a Suprema Corte do país rejeitou um pedido do Fundo para a Defesa Legal da Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (NAACP) para revisar o caso de uma afro-americana, Chastity Jones, que recusou uma oferta de trabalho em 2010 em uma companhia de seguros no Alabama.

Jones recusou o pedido da companhia de cortar seu cabelo rasta para poder ficar com o emprego.

O jornal destacou, além disso, que a Comissão de Direitos Humanos de Nova York é uma das mais progressistas do país porque reconhece mais áreas de discriminação do que a lei federal, incluindo em assuntos como emprego, habitação, gravidez e status civil.

A diretora da Comissão de Direitos Humanos, Carmelyn P. Malalis, explicou ao jornal que apontar para uma pessoa pelo seu cabelo é perpetuar os estereótipos racistas que dizem que os estilos de cabelos das pessoas negras são impróprios ou não são profissionais.

O jornal lembra vários casos através do país de discriminação pelos cabelos como o ocorrido com um estudante negro em dezembro em Nova Jersey cujo treinador o proibiu de participar de uma competição de luta se não cortasse suas tranças rastas.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.