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Nova York quer internar à força pessoas com graves problemas de saúde mental

Projeto dá a funcionários públicos maior autonomia para agir quando transtornos colocarem as próprias pessoas em risco

Internacional|Do R7

Prefeito de Nova York, Eric Adams, durante discurso
Prefeito de Nova York, Eric Adams, durante discurso Prefeito de Nova York, Eric Adams, durante discurso

Diante da crise de problemas de saúde mental agravada pela pandemia de Covid, o prefeito de Nova York, Eric Adams, anunciou nesta terça-feira (29) um plano de internação forçada para as pessoas em situação de rua com problemas psiquiátricos graves.

"Se as pessoas que sofrem de uma doença mental grave estão desabrigadas e representam um perigo para si mesmas, temos a obrigação moral de ajudá-las a serem tratadas e curadas quando precisarem", disse à imprensa Adams, que desde que chegou ao poder no início de janeiro, fez da segurança uma das prioridades.

O prefeito emitiu uma diretriz dando aos funcionários que trabalham na avaliação e atendimento de pessoas com problemas psiquiátricos maior autonomia para agir quando esses transtornos impedirem os moradores de rua "de atender às suas próprias necessidades humanas básicas ao ponto em que são um risco para si mesmos".

Assim, Adams pretende desfazer "o mito persistente de que o padrão legal para intervenção involuntária exige um 'ato manifesto' que demonstre que a pessoa é violenta, suicida ou tem comportamento escandalosamente perigoso que pode causar danos iminentes".

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Adams vai criar uma linha de teleconsulta para que os policiais que patrulham as ruas possam ter acesso direto aos médicos e assim avaliar o estado das pessoas, com uma "resposta compassiva".

Também prometeu enviar ao Parlamento estadual um pacote de medidas para complementar a legislação atual de forma a proteger as pessoas mais vulneráveis com problemas graves de saúde mental.

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Às vésperas dos meses de inverno, a prefeitura nova-iorquina começou a enviar equipes de resposta clínica conjunta para as estações de metrô mais movimentadas, compostas por policiais e funcionários do departamento de Saúde.

No inverno, devido ao frio, o número de pessoas sem-teto no metrô costuma aumentar nesta capital financeira e cultural dos Estados Unidos, de quase 9 milhões de habitantes, com enormes desigualdades socioeconômicas crônicas.

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Embora Adams tenha proibido que moradores de rua se refugiassem no metrô em janeiro, logo após assumir o cargo, depois da morte de uma mulher ao ser empurrada nos trilhos por um homem esquizofrênico.

Desde então, mais de 3.000 moradores de rua, muitos com transtornos psiquiátricos, foram encaminhados a abrigos municipais.

A decisão do prefeito de Nova York, um ex-policial que defendia medidas duras na segurança pública, ocorre em meio ao auge do debate nacional sobre o aumento da insegurança e o papel da polícia.

Enquanto os republicanos e alguns democratas como Adams defendem ações mais agressivas, muitos defensores dos direitos humanos e autoridades alertam para os riscos envolvidos no envio de policiais para ajudar os assistentes sociais.

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