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Novos protestos em Manama contra GP de F1 do Bahrein

Internacional|Do R7

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Um grupo de manifestantes fechou diversas ruas de Manama nesta segunda-feira para protestar contra a realização do Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1 neste fim de semana, de acordo com vários testemunhos.

Várias ruas foram bloqueadas com pneus em chamas e a polícia respondeu com bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, convocados pela coalizão jovem "14 de fevereiro".


O Bahrein, pequeno reino do Golfo, é cenário de distúrbios desde fevereiro de 2011 causados por uma onda de protestos organizada pelos xiitas, que são maioria no país, contra a dinastia sunita dos Al-Khalifa, atualmente no poder.

A coalizão "14 de fevereiro" reivindicou a ação em sua conta no Twitter, explicando que o objetivo era de "perturbar a atividade no centro financeiro de Manama como forma de impedir a organização da corrida".


O chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, afirmou nesta segunda-feira que o GP do Bahrein será um grande sucesso e as autoridades anunciaram no domingo que tomarão todas as medidas de segurança necessárias para garantir o sucesso da prova.

Uma autoridade governamental, citada pela agência oficial Bna, informou que os incidentes tinham o objetivo de "chamar a atenção da mídia", antes da corrida de Fórmula 1, que será disputada entre 19 e 21 de abril, no circuito de Sakhir, no sul de Manama.


Desde o começo de abril, as forças de segurança efetuaram 98 prisões em protestos que deixaram 29 feridos entre os manifestantes, de acordo com o principal grupo de oposição xiita, Al-Wefaq.

O Grande Prêmio foi cancelado em 2011 devido à instabilidade política. Em 2012, a oposição xiita organizou manifestações, às vezes violentas, para chamar a atenção para suas reivindicações de reforma política no país, mas não conseguiram interromper a organização da corrida.

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