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Obama alerta em Amã para o perigo dos extremistas na Síria

Internacional|Do R7

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Amã, 22 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, expressou nesta sexta-feira em Amã seu temor de que "a Síria se transforme em um paraíso de extremistas", e destacou a necessidade de uma "oposição coesa". O conflito sírio foi o tema principal das conversas entre Obama e o rei Abdullah II da Jordânia, aonde chegou esta tarde na última etapa de uma visita pelo Oriente Médio que lhe levou também a Israel e Palestina. Durante a entrevista coletiva posterior à reunião com o monarca, Obama afirmou que "algo se partiu na Síria e não vai se encaixar de novo perfeitamente de forma imediata, mesmo se (o presidente sírio, Bashar al) Assad sair". Por esse motivo, segundo sua opinião, é importante que haja uma "oposição coesa e com credibilidade", já que, se esta não existir, será difícil uma transição política na Síria "pacífica, representativa e com um governo legítimo". "Estamos tentando evitar divisões sectárias no futuro Estado sírio", declarou o presidente americano, para quem é necessário acelerar a transição política. Nesse sentido, Obama explicou que seus esforços estão encaminhados a impedir que a opressão seja substituída por mais opressão e para que no futuro haja liberdade e oportunidades na Síria. Além disso, expressou suas reservas sobre a entrega de ajuda militar à oposição síria pelo temor que as armas caiam nas mãos de grupos extremistas. "Nesta etapa temos que assegurar-nos que o que possamos fazer contribua para pôr fim ao derramamento de sangue o mais rápido possível", destacou Obama. O presidente dos EUA aproveitou a entrevista coletiva para anunciar uma ajuda adicional de US$ 200 milhões para a Jordânia a assistir aos mais de 460 mil refugiados sírios que se encontram em seu território. O rei Abdullah, por sua parte, se comprometeu a manter aberta a fronteira com a Síria, mas indicou que o número de refugiados sírios em seu país poderia duplicar-se no final deste ano e pediu ajuda à comunidade internacional para que apoie à Jordânia. "Estamos horrorizados pelas enormes perdas de vidas e pelo desastre humanitário", comentou o monarca. Outros dos assuntos abordados na reunião com Abdullah II foi o conflito palestino-israelense, sobre o qual, após sua visita a Israel e Cisjordânia, Obama acredita que há "uma oportunidade" para encontrar uma solução. Nesse sentido, reconheceu que ele não trouxe nenhuma proposta embaixo do braço, já que veio escutar, e será o secretário de Estado americano, John Kerry, quem prosseguirá o assunto com israelenses e palestinos. "Acho que ambas partes podem construir a confiança de forma séria. Seria bom para os israelenses e os palestinos", considerou. Em sua opinião, com a resolução do conflito, "o povo israelense teria certezas e o palestino seria livre, enquanto as crianças de ambos lados teriam uma vida melhor, a região em seu conjunto se fortaleceria e o mundo seria mais seguro". Perguntado por sua mediação entre Turquia e Israel, que hoje anunciaram o restabelecimento de suas relações, Obama explicou que durante os dois últimos anos manteve contatos a este respeito com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com o turco, Recep Tayyip Erdogan. "Durante minha visita, entendi que o momento era bom para as conversas. Netayahu e eu pensamos que era o momento correto", indicou o presidente dos EUA. Mesmo assim, advertiu que ainda há um longo caminho a ser percorrido e que "haverá desacordos grandes", mas também é interesse de ambos restaurar suas relações. Minutos depois da saída de Obama hoje do aeroporto Ben Gurion, de Tel Aviv, com destino à Jordânia, o escritório de Netanyahu anunciou em comunicado o restabelecimento de relações diplomáticas com Ancara. Por outro lado, Obama insistiu na Jordânia, da mesma forma que fez em Israel, que manterá "todas as opções disponíveis para evitar que o Irã tenha uma arma nuclear porque as consequências seriam extraordinariamente perigosas para a região e o mundo". No entanto, apontou que a melhor solução para este assunto é a diplomática e insistiu que não se trata apenas de uma ameaça para EUA e Israel, mas para toda a comunidade internacional. Obama deve visitar amanhã a cidade monumental de Petra, antes de terminar sua viagem à Jordânia, e com ele sua passagem pela região. EFE ajm-ssa/rsd

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