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Obama e Abdullah, da Jordânia, assumem posição comum sobre Síria

Internacional|Do R7

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AMÃ, 22 Mar (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o rei Abdullah, da Jordânia, apresentaram nesta sexta-feira uma posição comum contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, envolvido em uma guerra civil que provoca uma crise de refugiados no território jordaniano.

Obama chegou a Amã depois de visitar Israel e a Cisjordânia, prometendo mais ajuda para o país a lidar com os refugiados, mas sem oferecer uma assistência militar aos rebeldes sírios, que há dois anos tentam derrubar Assad.


A Síria foi o principal tema da reunião entre Obama e Abdullah. As autoridades jordanianas temem que a eventual instalação de um governo islâmico na Síria pós-Assad estimule os políticos islâmicos da Jordânia, que constituem o principal grupo de oposição.

O presidente dos EUA prometeu trabalhar com o Congresso de seu país para liberar 200 milhões de dólares em assistência adicional para os refugiados sírios, que já somam 460 mil pessoas na Jordânia, cifra que o rei lembrou ser equivalente a 10 por cento da população jordaniana e que ele disse que pode dobrar até o fim do ano.


O monarca, no entanto, prometeu não fechar as fronteiras aos refugiados. "(É) um desafio para o qual simplesmente não podemos dar as costas", afirmou.

Obama também sinalizou que há preocupação dos EUA com a ascensão de um regime islâmico na Síria caso Assad seja derrubado. "Em última análise, o que o povo da Síria está buscando não é substituir a opressão por uma nova forma de opressão", afirmou.


Ele também disse estar "confiante de que Assad irá sair - não é uma questão de se, mas de quando".

Recepcionado no palácio real com uma elaborada cerimônia que incluiu soldados montando camelos, Obama gentilmente estimulou Abdullah a se manter no caminho de reformas econômicas e políticas que ele qualificou de "necessárias".

(Por Matt Spetalnick e Suleiman Al-Khalidi, com reportagem adicional de Jeff Mason, em Washington)

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