Obama pede ao Congresso que autorize uso da força contra o Estado Islâmico
Internacional|Do R7
Washington, 11 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta quarta-feira ao Congresso a aprovação de sua proposta para fazer uso da força militar contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), mas rejeitou a ideia de iniciar uma ofensiva terrestre. Obama afirmou que o plano enviado ao Legislativo "não requer o uso de forças de combate terrestre dos Estados Unidos", como aconteceu com as campanhas militares em Iraque e Afeganistão. O presidente americano fez um pronunciamento na Casa Branca acompanhado pelo vice-presidente, Joseph Biden; o secretário de Estado, John Kerry; e o secretário de Defesa, Chuck Hagel. "Não acho que sirva aos interesses dos Estados Unidos guerras sem fim ou a manutenção de um perpétuo estado de guerra", disse. Obama afirmou que sua proposta está em linha com a estratégia internacional iniciada com uma "campanha sistemática e sustentada" de ataques aéreos contra o EI no Iraque e na Síria, apoio e formação para as forças locais, incluindo a oposição síria moderada, e ajuda humanitária. O líder reconheceu que acabar com o EI "é uma tarefa difícil" e "continuará a ser" durante algum tempo, mas assegurou que a coalizão internacional "está na ofensiva", enquanto o grupo jihadista está "na defensiva". Desde que começou a campanha da aliança internacional, da qual participam mais de 60 países, foram realizados mais de 2.000 ataques aéreos contra os terroristas, lembrou. "O EI vai perder", frisou Obama. Segundo o presidente americano, esta resolução "estabelece o equilíbrio necessário ao dar a flexibilidade" que os EUA precisam para "circunstâncias imprevistas", como operações de resgate nas quais poderia ser ordenada a intervenção pontual das forças especiais. Até agora, o governo de Obama se baseou em suas operações contra o EI no Iraque e na Síria em uma "autorização para o uso da força militar" (AUMF, na sigla em inglês) de 2001 e em outra norma de 2002 para o Iraque que o então presidente, George W. Bush, usou para atacar terroristas no exterior . No entanto, Obama disse em novembro do ano passado que preferia que o Congresso aprovasse uma base legal específica para a ofensiva contra o EI, que começou em agosto de 2014, e durante os últimos três meses a Casa Branca teve contatos com legisladores democratas e republicanos para redigir o texto. EFE elv/id











