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Obama pede que israelenses e palestinos avancem em direção à paz

Internacional|Do R7

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O presidente americano, Barack Obama, exortou Israel e os palestinos a avançarem em direção à paz, insistindo na força do Estado hebreu e na solidez da aliança com os Estados Unidos, sem entretanto traçar um caminho para que uma solução de dois Estados chega alcançada.

Em um discurso vibrante para centenas de jovens israelenses em Jerusalém, Obama reiterou seu compromisso em impedir que o Irã produza a arma nuclear e seu apelo pela saída do presidente sírio, Bashar al-Assad.


"A paz é o único caminho para a verdadeira segurança", declarou Obama, pedindo "aos palestinos que reconheçam que Israel (será) um Estado judeu" e aos israelenses que aceitem que "uma Palestina independente é viável".

"Haverá muitas vozes dizendo que esta mudança não é possível. Mas lembrem-se que Israel é o país mais poderoso da região. Israel tem o apoio inquebrantável do país mais poderoso do mundo", ressaltou o presidente americano.


"O Irã não pode obter a arma nuclear. É um perigo que não pode ser permitido", alertou, repetindo que "todas as opções (estão) sobre a mesa" para o futuro.

O guia supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei se disse nesta quinta-feira, pela primeira vez, disposto a dialogar diretamente com Washington sobre a questão do polêmico programa nuclear de Teerã, ameaçando "reduzir a poeira Tel Aviv e Haifa" em caso de ataque israelense.


Referindo-se ao conflito na vizinha Síria, Obama martelou: "Assad deve sair para que o futuro da Síria possa começar". O presidente também alertou mais uma vez o regime de Damasco contra a "utilização de armas químicas contra o povo sírio ou sua transferência para grupos terroristas".

Ele também pediu nesta quinta que a comunidade internacional classifique o Hezbollah libanês, aliado de Teerã e Damasco, de "organização terrorista".


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, agradeceu a Obama por seu "apoio sem reserva ao Estado de Israel", enquanto o presidente palestino Mahmud Abbas saudou um discurso estipulando que "a obtenção da paz e a opção de dois Estados nas fronteiras de 1967 (é) o caminho a ser seguido para a segurança dos povos palestino e israelense".

Antes, ao final de um encontro com Abbas em Ramallah (Cisjordânia), em um ambiente de tensão nas rua palestina, Obama considerou que "a possibilidade de uma solução de dois Estados continua a existir".

"Não consideramos a manutenção da colonização construtiva, adequada, ou que possibilite avançar a causa da paz", acrescentou o presidente americano, indicando, entretanto, que a questão deve ser abordada em negociações de paz e não com o fim das construções, como exigem os palestinos.

Mas Abbas afirmou que a colonização é um obstáculo "catastrófico no caminho para a paz". E seu conselheiro político, Nimr Hammad, rapidamente descartou "uma retomada das negociações sem o congelamento da colonização".

Obama é o líder mais importante a visitar os Territórios Palestinos desde a obtenção pela Palestina do status de Estado observador na ONU no dia 29 de novembro, ao qual os Estados Unidos se opõem.

O presidente americano condenou os disparos de dois foguetes contra Israel a partir da Faixa de Gaza, controlada pelo movimento islamita Hamas, enquanto Abbas condenou "a violência contra os civis, qualquer que seja a fonte, incluindo os disparos de foguetes".

No início da manhã, um grupo armado da Faixa de Gaza disparou dois foguetes que caíram em Sderot, no sul de Israel, sem deixar feridos, segundo a polícia israelense.

Uma coalizão de grupos salafistas do enclave palestino reivindicou esses disparos, afirmando que se trata de uma "resposta à visita de Obama".

Em represália, o governo israelense ordenou o Exército a reduzir a zona de pesca do território palestino a três milhas náuticas e a fechar o terminal de Kerem Shalom, único ponto de passagem de Gaza para as mercadorias, "até nova ordem", segundo um comunicado militar.

col-sst/dm

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