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OMS diz que recebeu menos da metade dos recursos necessários para combater surto de ebola

Agência recebeu cerca de 40% dos US$ 115 milhões solicitados para combater a cepa Bundibugyo na República Democrática do Congo

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A OMS recebeu menos de 50% dos recursos necessários para combater o Ebola na República Democrática do Congo.
  • Apenas 40% dos US$ 115 milhões solicitados foram arrecadados, com 1.926 infectados e 702 mortos.
  • Chikwe Ihekweazu, da OMS, destacou a necessidade de esforços intensificados para controlar o surto.
  • Estima-se que o número real de casos de Ebola seja pelo menos o dobro dos números oficiais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Número real de casos de ebola no Congo é muito maior que os dados oficiais, diz chefe da OMS Gradel Muyisa Mumbere/Reuters - 18.06.2026

A Organização Mundial da Saúde recebeu menos da metade dos recursos necessários para combater o surto de ebola no leste da República Democrática do Congo, afirmou nesta terça-feira (14) um representante da OMS, instando os doadores a não abandonarem o país nesta fase crítica da epidemia.

A agência global de saúde recebeu cerca de 40% dos US$ 115 milhões solicitados (aproximadamente R$ 588,5 milhões) para combater o surto da cepa Bundibugyo, para o qual não há tratamento ou vacina comprovados. Pelo menos 1.926 pessoas foram infectadas e 702 morreram, segundo dados do governo.


“Este surto exige recursos à altura da magnitude dos desafios que estamos enfrentando. E esse não é um fardo que a RDC possa carregar sozinha”, afirmou Chikwe Ihekweazu, chefe do Programa de Emergências de Saúde da OMS, a repórteres em Genebra após uma visita à província de Ituri, a mais afetada.

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Ihekweazu disse que a resposta chegou a um ponto crítico, sendo necessários esforços intensificados para detectar e isolar pacientes depois que os casos se espalharam nesta semana para duas novas províncias.


“É um pouco como uma maratona. Não se pode desistir após a primeira ou a segunda volta. É preciso continuar se esforçando mesmo quando se está ficando cansado e exausto”, declarou.

Ele reiterou as estimativas de que o número real de casos de ebola no Congo é pelo menos o dobro, e possivelmente mais de quatro vezes, do número oficial.

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