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OMS tranquiliza os moradores de ilha espanhola antes da chegada do navio com hantavírus

Organização reforça baixo risco e detalha plano rigoroso de desembarque e repatriação

Internacional|Adam Cancryn, Brenda Goodman, Jennifer Hansler, Deidre McPhillips e Christian Edwards, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A OMS tranquiliza os moradores de Tenerife sobre a chegada do navio MV Hondius, que transporta passageiros com hantavírus.
  • O diretor-geral da OMS afirmou que o risco à saúde pública é baixo e que as autoridades espanholas têm um plano rigoroso para o desembarque.
  • Os passageiros serão mantidos afastados da população e repatriados para seus países em veículos seguidos por medidas de saúde rigorosas.
  • As condições climáticas devem piorar em breve, exigindo um desembarque rápido dos passageiros, que incluem 14 espanhóis a serem levados a um hospital militar para monitoramento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Após a chegada do navio de cruzeiro MV Hondius, afetado pelo hantavírus, às Ilhas Canárias, funcionários dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) encontrarão os passageiros americanos para um voo fretado de volta aos Estados Unidos.
OMS diz que risco à saúde pública causado pelo hantavírus permanece baixo AFP/Getty Images via CNN Newsource - 08.05.2026

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde) buscou tranquilizar os moradores de Tenerife diante da chegada, na manhã de domingo (10), de um cruzeiro com casos de hantavírus.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, em carta aos residentes da ilha espanhola neste sábado (9), disse compreender que muitos estão “preocupados” com a chegada do MV Hondius, no qual três passageiros morreram após contrair a doença.


Mas o chefe da OMS ressaltou que o surto de hantavírus — geralmente transmitido pelo contato com fezes de roedores — “não é outro Covid-19”.

“O atual risco à saúde pública causado pelo hantavírus permanece baixo”, afirmou, acrescentando que a OMS não fez essa avaliação “de forma leviana”.


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Tedros disse que as autoridades espanholas prepararam um “plano cuidadoso, passo a passo” para a chegada do navio a Granadilla, no início de domingo. Os passageiros serão levados à terra firme em veículos “selados e escoltados” e mantidos afastados de áreas residenciais antes de serem repatriados diretamente para seus países de origem.

“Vocês não entrarão em contato com eles. Suas famílias também não”, disse.


Tedros agradeceu ao primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, por concordar em receber o navio, chamando a decisão de “um ato de solidariedade e dever moral”. Ele afirmou que Tenerife foi escolhida por ter infraestrutura e capacidade médica para ajudar os passageiros a “alcançarem segurança”.

O chefe da OMS acrescentou que planeja viajar a Tenerife para acompanhar a operação e prestar homenagem à ilha, que respondeu “com graça” à “situação difícil”.


Enquanto isso, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) estão enviando epidemiologistas e profissionais de saúde para receber o navio quando ele chegar ao arquipélago espanhol, onde farão uma avaliação de risco para cada passageiro americano, informou a agência na sexta-feira.

Uma autoridade do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA afirmou no sábado que a avaliação atual é de que o risco para o público americano em geral permanece “extremamente baixo”. Segundo essa autoridade, o surto envolve a variante Andes do hantavírus, sobre a qual o CDC tem “profunda experiência”.

Uma fonte familiarizada com o tema disse à CNN que os americanos serão levados de volta em um voo fretado com unidade de biocontenção, semelhante às usadas durante evacuações na pandemia de Covid-19.

O navio ficará ancorado a uma certa distância do cais dentro do porto espanhol, em um local definido por autoridades marítimas e portuárias como o “mais seguro” para a operação, disse na sexta-feira a secretária-geral de Proteção Civil e Emergências da Espanha, Virginia Barcones. Os passageiros então desembarcarão, de acordo com suas nacionalidades, em pequenos botes infláveis.

Depois que os passageiros forem autorizados a deixar a embarcação nas Ilhas Canárias, 14 espanhóis serão levados a um hospital militar após serem examinados, enquanto os demais serão repatriados, segundo a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García.

No hospital militar, os passageiros permanecerão em quartos individuais, não poderão receber visitas e farão testes de PCR na chegada e novamente após sete dias, informou o Ministério da Saúde da Espanha na sexta-feira.

“Além disso, será realizado monitoramento ativo, que inclui o registro da temperatura duas vezes ao dia para detectar prontamente quaisquer sintomas compatíveis”, disse o ministério em comunicado.

A chegada do navio gerou tensão na Espanha, com o presidente das Ilhas Canárias, Fernando Clavijo, dizendo no início da semana que era contra o atracamento na região. Na sexta-feira, trabalhadores portuários em Tenerife realizaram protestos, expressando preocupação com a falta de comunicação sobre os riscos potenciais.

Piora do tempo

Autoridades locais alertaram que a evacuação do navio precisa ocorrer rapidamente devido a preocupações com o mau tempo. Manuel Domínguez, vice-presidente do governo regional das Ilhas Canárias, afirmou que os passageiros provavelmente precisarão desembarcar antes de terça-feira, quando o tempo deve piorar.

A previsão é de que as condições climáticas em Tenerife sejam agradáveis neste fim de semana, mas piorem no início da próxima semana, com ondas mais agitadas e rajadas de vento mais fortes, segundo a equipe de meteorologia da CNN.

Em reunião na sexta-feira, o governo regional também sugeriu à delegação holandesa que o navio siga para os Países Baixos após o desembarque dos passageiros, com a mesma tripulação, disse Domínguez.

Ele acrescentou que a desinfecção da embarcação deve ser realizada na Holanda.

Passageiros dos EUA irão para Nebraska

Outra equipe do CDC foi enviada a Nebraska para receber passageiros americanos que retornam, informou a agência. Em coletiva no sábado, uma autoridade do CDC disse que os 17 passageiros dos EUA — nenhum deles com sintomas — serão levados ao Centro Médico da Universidade de Nebraska, que abriga a Unidade Nacional de Quarentena, uma instalação financiada pelo governo federal.

Após uma avaliação inicial, os passageiros poderão passar por monitoramento domiciliar durante os próximos 42 dias, com checagens previstas pelo menos diariamente.

“Estamos preparados para situações exatamente como esta”, afirmou o Dr. Michael Ash, CEO da Nebraska Medicine, em comunicado. “Nossas equipes treinam há décadas com parceiros federais e estaduais para garantir que possamos prestar atendimento com segurança, protegendo nossa equipe e a comunidade.”

O Departamento de Estado dos EUA está organizando o voo de repatriação em coordenação com o CDC, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos e o governo da Espanha, confirmou um porta-voz.

O departamento está “em comunicação direta com americanos a bordo e pronto para fornecer assistência consular assim que o navio chegar a Tenerife, na Espanha”, disse o porta-voz.

A administração Trump deve divulgar publicamente seu plano já na sexta-feira, segundo uma das fontes ouvidas, embora tenha alertado que o cronograma pode mudar.

A Casa Branca não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.

O presidente Donald Trump indicou na quinta-feira que o governo deve divulgar mais detalhes em breve sobre o trabalho para conter a doença, dizendo aos jornalistas que a situação está “muito, esperamos, sob controle”.

Cinco estados — Arizona, Califórnia, Geórgia, Texas e Virgínia — já monitoram sete passageiros que desembarcaram anteriormente do navio. Autoridades de saúde disseram à CNN que nenhum apresenta sintomas. Nova Jersey também informou monitorar duas pessoas que podem ter sido expostas a alguém infectado após deixar o MV Hondius. Elas não apresentam sintomas.

O surto foi comunicado pela primeira vez à Organização Mundial da Saúde em 2 de maio e continua sendo de baixo risco para o público geral, segundo a OMS.

Três pessoas — um casal holandês e um cidadão alemão — morreram desde que o navio deixou a Argentina no mês passado, enquanto outros passageiros foram retirados da embarcação para tratamento médico.

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