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ONU critica condições e legalidade de detenção de opositores na Venezuela

Internacional|Do R7

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(Acrescenta declarações do embaixador da Venezuela na ONU em Genebra). Genebra, 15 jun (EFE).- O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al Hussein, criticou nesta segunda-feira as condições de detenção de manifestantes pacíficos na Venezuela e questionou a legalidade dessa medida. "Estou seriamente preocupado pela legalidade e as condições de pessoas detidas por exercer pacificamente sua liberdade de expressão e reunião", disse em seu discurso de abertura de uma sessão do Conselho de Direito Humanos da ONU. Ele lembrou que alguns "estão há semanas em greve de fome, o que aumenta nossa preocupação". "Eles devem ser libertados rapidamente e de forma incondicional", acrescentou Hussein. Hussein também se referiu a situações de "assédio, ameaças e desqualificações públicas" contra defensores dos direitos humanos na Venezuela, em particular daqueles que saíram do país para dar seu testemunho nas Nações Unidas ou em outras instâncias na América Latina. "Eu e meu escritório estamos à disposição para dialogar com as autoridades e outras entidades para garantir que os direitos humanos de todos os venezuelanos sejam respeitados e definir um caminho positivo para frente", declarou no fórum intergovernamental. A Venezuela reagiu deplorando esta declaração de Hussein, que considerou "enviesada" e que se afasta do dever que seu escritório tem de promover o diálogo e a cooperação com os Estados. As palavras do alto comissário "tergiversam a realidade", sustentou o embaixador da Venezuela na ONU em Genebra, Jorge Valero, que assegurou que seu governo proporcionou ao escritório de Hussein "oportuna e abundante informação com provas irrefutáveis dos abomináveis crimes cometidos no contexto dos protestos do ano passado". Os líderes opositores Leopoldo López e o ex-prefeito de São Cristobal de Táchir Daniel Ceballos começaram em maio uma greve de fome para exigir a libertação dos presos políticos e a fixação de uma data para eleições legislativas. Ceballos interrompeu a greve de fome na última quinta-feira, mais de 20 dias após iniciá-la, mas López persiste nela. Ambos estão presos há mais de um ano presos acusados de delitos relacionados aos atos violentos durante protestos contra o governo em fevereiro de 2014. EFE is/rsd

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