ONU denuncia crimes de guerra dos jihadistas no Iraque
Internacional|Do R7
Genebra, 16 jun (EFE).- A ONU denunciou nesta segunda-feira que o grupo extremista Estado Islâmico do Iraque e Levante (EIIL) cometeu crimes de guerra em ações, como "uma série de execuções sistemáticas a sangue frio" de centenas de soldados capturados e de civis na cidade de Tikrit. "Com base em relatórios respaldados por várias fontes sabemos que centenas de homens que não eram combatentes foram executados sumariamente nos últimos cinco dias" no Iraque, denunciou o alto comissariado da ONU para os Direitos Humanos. As vítimas eram soldados que tinham sido capturados, recrutas, policiais e outras pessoas vinculadas de alguma maneira ao governo, e até líderes religiosos. Segundo a informação recebida por especialistas da ONU no Iraque, "forças afiliadas ao EIIL também executaram o imã da Grande Mesquita de Mossul no último dia 12 por ter se recusado a jurar lealdade" ao grupo terrorista. Outros dirigentes religiosos foram assassinados pelo mesmo motivo, entre eles 12 ímãs que foram executados em frente à mesquita de Al Israa, em Mossul. "A linguagem provocadora utilizada pelo EIIL, que falou da 'liquidação de rebanhos' e sua incitação a tensões sectárias estão claramente intencionadas a semear o caos e ensanguentar o país", advertiu a alta comissária da ONU, Navi Pillay. Pillay reconheceu a maneira como os iraquianos suportam um "sofrimento constante" há mais de uma década, e lembrou que esta nova onda de violência extremista não é perigosa só para o Iraque, mas também para toda a região. EFE is/cd-rsd












