ONU esclarece que ajuda humanitária à Síria não vai para o regime
Internacional|Do R7
Nações Unidas, 28 jan (EFE).- A ONU esclareceu nesta segunda-feira que nem um dólar da ajuda humanitária que destina à Síria vai a parar nas mãos do regime de Bashar al Assad e fez uma nova chamada à comunidade de doadores para que contribua aos esforços nesse país devastado após 22 meses de conflito. O esclarecimento foi feito pelo diretor de operações do Escritório de Ajuda Humanitária das Nações Unidas (OCHA, na sigla em inglês), John Ging, durante um encontro com a imprensa na sede do organismo em Nova York para fazer um balanço sobre a situação na Síria após a visita que realizou ao país na semana passada. Dos US$ 520 milhões que a ONU planeja destinar para assistir aos dois milhões de deslocados sírios "nem um só dólar" irá para as autoridades de Damasco, ressaltou Ging, que considerou também que há "percepções errôneas" sobre a resposta do organismo à crise humanitária. Concretamente mencionou que 48% da assistência alimentícia que se repartiu no país foi parar "zonas em disputa ou controladas pelos rebeldes", algo que pôde esclarecer aos líderes da oposição síria com os quais teve oportunidade de se encontrar durante sua missão de quatro dias na semana passada. Além disso, perante possíveis dúvidas sobre se a ajuda pode acabar nas mãos de rebeldes, o responsável da ONU lembrou que nesses campos há uma "forte presença" internacional e é "fácil" corroborar que essa assistência "não caia no poder de militantes". Ging lembrou que o plano humanitário que a ONU pretende realizar na Síria nos próximos seis meses se aproxima de US$ 1,5 bilhão, sendo que US$ 1 bilhão atenderá cerca de um milhão de refugiados em diferentes países da fronteira e os outros US$ 500 milhões para os dois milhões de deslocados internos. Perante a realização nesta quarta-feira de uma cúpula de doadores no Kuwait, lembrou que por enquanto dispõem da metade dos fundos e expressou sua "preocupação" porque em seus contatos com países doadores lhe informaram que a crise econômica que atravessam muitos deles impedirá destinar mais recursos. EFE elr/rsd









