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ONU pede leis e agências especiais para prevenir corrupção em grandes eventos

Internacional|Do R7

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Cidade do Panamá, 26 nov (EFE).- A ONU recomendou nesta terça-feira a criação de legislações e agências especiais, temporárias ou permanentes, para evitar a corrupção na organização de eventos públicos de grande escala, como o Mundial de Futebol e as reuniões do G20. Durante a V Conferência da ONU contra a corrupção, realizada no Panamá, foram apresentadas recomendações para promover "responsabilidade e transparência" durante a preparação de eventos públicos de grande escala. A natureza excepcional desses eventos "aumenta a probabilidade de que as regulações e os procedimentos sejam deixadas de lado ou ignoradas", alertou o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Como os eventos de grande escala precisam da contratação, formação e supervisão de um grande número de pessoal, direta ou indiretamente, tornam-se fonte de vulnerabilidade à corrupção e ao suborno, alertou o escritório da ONU. Por isso recomendou a criação de regulações ou de uma legislação especial, temporária ou permanente, para apoiar a organização de um grande evento, e também a de uma ou várias agências responsáveis por um controle anticorrupção. As atividades de aquisição e contratação em grande escala implicadas na organização de um grande evento podem pôr à prova os limites e a eficiência dos sistemas e práticas de aquisição existente, indicou a UNODC. O organismo também recomendou que seja estabelecida uma supervisão do fluxo de fundos e do desembolso de fundos públicos, especialmente nos âmbitos de construção civil, desenvolvimento de infraestrutura e operações de segurança do evento. O Escritório da ONU contra a corrupção assinalou como um fator que permite prevenir com sucesso a corrupção na organização de eventos de grande porte "a presença de determinação e compromisso político para abordar o assunto, e um compromisso partilhado entre os principais interessados". E recomendou a prevenção de represálias contra quem denunciar a corrupção como um elemento essencial para garantir a revelação das suspeitas de irregularidades. Também que se promova a conscientização entre os patrocinadores, já que o "patrocínio é vulnerável à corrupção". Cerca de 1.500 representantes de 139 países participam até a próxima sexta-feira na V Conferência da ONU contra a corrupção, que analisa as dimensões do problema no mundo e as medidas mais adequadas e efetivas para erradicá-lo. EFE gf/cd

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