Organização adverte que liberdade de imprensa atingiu nível mais baixo em uma década
No Brasil, relatório afirmou que há liberdade mas apontou ressalvas
Internacional|Do R7
A liberdade de imprensa atingiu o nível mais baixo em uma década, com destaque para a regressão em Egito, Turquia e Ucrânia, e para os esforços do governo americano em limitar as informações sobre a política nacional de segurança, indicou na quinta-feira (1º) a organização Freedom House.
O relatório da Freedom House, que apresenta informes anuais desde 1980, indicou que o percentual da população mundial que gozava de uma imprensa "livre" foi de 14% em 2013, ou apenas uma em sete pessoas.
Enquanto isso, 44% da população mundial vivia em áreas onde a imprensa não era livre e 42%, em lugares onde a imprensa era parcialmente livre, indicou o Relatório sobre a Liberdade de Imprensa 2014.
"A tendência mundial é, definitivamente, negativa," disse Karin Karlekar, responsável pelo relatório.
Unesco adverte que livre circulação da informação na internet está em risco
Karlekar disse que a liberdade de imprensa está sob ataque em muitas partes do mundo.
"Vemos um foco real em 'atacar o mensangeiro,'" disse ela em uma entrevista coletiva à imprensa, incluindo "o jornalistas estrangeiros sendo considerados alvo" em muitas regiões.
Os Estados Unidos continuam sendo considerados um país onde a imprensa é livre, mas perderam pontos no ranking.
O relatório citou um aumento do número de informações solicitadas negadas pelo governo americano e dos processos criminais contra jornalistas.
A Freedom House indicou que China e Rússia, duas nações em que não existe liberdade de imprensa, continuaram a manter um rígido controle sobre a mídia local, além de tentarem monitorar o acesso a blogs ou a fontes de notícias estrangeiras. Ambos os países introduziram medidas legais adicionais para punir os autores de informações on-line em 2013.
No Brasil, a imprensa é livre, de acordo com a organização, embora a Freedom House tenha ressaltado os ataques sofridos por jornalistas no ano passado.
Os mais bem avaliados foram Holanda, Noruega e Suécia. Na outra ponta, a pior é a Coreia do Norte, seguida do Turcomenistão e do Uzbequistão.











