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Oriente Médio: ‘São frágeis todos os acordos que nós temos naquela região’, diz especialista

Reabertura do estreito de Ormuz durante cessar-fogo derruba o preço do petróleo, mas professor é cauteloso ao falar das chances de paz

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Após reabertura do estreito de Ormuz, petroleiros iranianos iniciam passagem com cinco milhões de barris de combustível.
  • Presidente Donald Trump mantém bloqueio naval, alegando fragilidade nos acordos na região.
  • Professor Fábio de Andrade destaca que a situação no Oriente Médio continua instável, com interesses diversos em conflito.
  • Cessar-fogo entre Israel e Líbano não garante segurança, pois envolve grupos sem controle hierárquico claro.

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Após a decisão anunciada sobre a reabertura total do estreito de Ormuz e a liberação geral a todos os navios na passagem marítima, três petroleiros iranianos deixaram o golfo do Irã com 5 milhões de barris do combustível bruto.

O preço do petróleo despencou para o menor patamar desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. A reabertura vale enquanto durar o cessar-fogo entre EUA e Irã, com prazo para terminar na próxima quarta-feira (22).


O presidente Donald Trump agradeceu pelos esforços diplomáticos em suas redes sociais, mas disse que o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos continua em vigor.

São frágeis todos os acordos que nós temos naquela região [...] Nós não podemos esperar que aquela guerra vá diminuir rapidamente. Por outro lado, os Estados Unidos, sobretudo na figura do presidente Donald Trump, ao dizer que vai vetar a passagem de petroleiros iranianos, têm todo o interesse que essa queda do preço do petróleo permaneça e, se puderem, têm todo o interesse em aproveitar esse momento de certa pacificação para cantar vitória”, explicou o professor de relações internacionais Fábio de Andrade, em entrevista ao Link News.


O docente ainda ressaltou que, em meio aos conflitos no Oriente Médio, o encontro entre Israel e Líbano, que determinou o atual cessar-fogo temporário na região, não pode ser considerado como um avanço por completo. O embate entre os israelenses e o grupo extremista Hezbollah, explica o especialista, é fruto de diversos interesses vindos de grupos que não estão sob um controle hierarquizado completamente: “Por isso que a gente tem muita dificuldade em falar que eles [os acordos assinados] vão ser efetivamente cumpridos”, disse.

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