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Pai de checheno morto a tiros pelo FBI viaja aos EUA para exigir justiça

Internacional|Do R7

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Orlando (EUA), 13 ago (EFE).- O pai do jovem checheno morto a tiros pelo FBI (polícia federal americana) em Orlando por causa de uma suposta conexão com os responsáveis pelos atentados de Boston, pediu justiça nesta terça-feira e exigiu uma investigação dos fatos. Em entrevista coletiva realizada no Conselho para as Relações Américo-Islâmicas (CAIR) em Tampa, na Flórida, Abdulbaki Todashev anunciou que viajou aos Estados Unidos "em busca de respostas", e acrescentou que não descansará "até ver esclarecidos os fatos" em referência ao assassinato de seu filho pelo FBI. Segundo a versão oficial, o jovem Ibrahim Todashev, de 27 anos, era interrogado em sua própria casa por agentes do FBI na madrugada de 21 para 22 de maio, quando houve um momento de tensão e, em seguida, aconteceu "um confronto violento, iniciado pelo indivíduo, que resultou em sua morte". Os agentes investigavam Ibrahim Todashev por sua amizade com Tamerlan Tsarnaev, suposto coautor junto de seu irmão Dzhokhar Tsarnaev dos atentados na maratona de Boston, em 15 de abril, que matou três pessoas e feriu mais de 280. O pai do jovem viajou aos EUA três meses depois do incidente para pedir ao Departamento de Justiça que inicie uma investigação para determinar se foram violados os direitos civis de seu filho. Todashev exigiu também que os agentes federais e estaduais envolvidos no interrogatório sejam processados criminalmente. Tanto o pai como seus advogados refutaram hoje a versão policial e negaram que o jovem tenha tentado atacar as agentes com uma arma afiada. A viúva de Todashev, René Manukyan, rejeitou a tese do FBI e assegurou que a espada de esgrima de Todashev era só "um objeto decorativo" da residência no sul de Orlando. A promotoria do Nono Circuito da Flórida informou esta semana que iniciará uma revisão "em torno das circunstâncias que levaram ao uso da força letal neste caso", após receber um relatório preliminar do Departamento de Justiça americana. Tamerlan Tsarnaev morreu após a operação policial seguinte aos atentados, enquanto seu irmão Dzhokhar, de 19 anos, foi detido e está preso enquanto aguarda julgamento. Dzhokhar é réu em 30 acusações, entre elas a morte de quatro pessoas (três no atentado e um policial durante sua fuga três dias depois) e o uso de arma de destruição em massa, e, se condenado, pode pegar a pena de morte. EFE wt/cd/rsd

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