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Países Não-Alinhados pedem reforço para fazer frente aos novos desafios

Internacional|Do R7

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Jorge Fuentelsaz Argel, 29 mai (EFE).- O Movimento de países Não-Alinhados (NOAL) insistiu nesta quinta-feira em Argel na necessidade de reforçar a cooperação entre seus membros e revitalizar seu papel para fazer frente à conjuntura internacional marcada pela "contínua deterioração da situação política, social, econômica e financeira". Na declaração feita em Argel, estipulada no encerramento da XVII reunião ministerial da NOAL, que terminou nesta quinta-feira na capital argelina, os países-membros fizeram insistência na ameaça do terrorismo, nos efeitos devastadores da mudança climática, assim como na necessidade de erradicar a pobreza e reformar as estruturas da ONU. A declaração, de 18 pontos, também pede avanço rumo ao desarmamento nuclear, mas reconhece o direito de desenvolver a energia atômica, a criação de um Estado palestino e o reforço da cooperação entre o NOAL e o grupo de países dos 77 países desenvolvidos (G77) mais a China. O texto final também dedica um ponto, o menor, ao compromisso de continuar os esforços para promover os direitos da mulher e reforçar seu papel e sua participação em todos os campos, e convoca seus membros à "promoção e à proteção dos direitos humanos". "O terrorismo é uma séria ameaça à estabilidade dos estados assim como à paz internacional e à segurança, já que não reconhece fronteiras, nacionalidade, etnia ou religião", assegura o documento que pede um "compromisso internacional" para combater este fenômeno, o crime internacional e o tráfico de drogas. As questões sobre o terrorismo e a segurança foram duas das mais evocadas pelos participantes da reunião e que contou com a presença de 50 ministros das Relações Exteriores. Para enfrentar estes desafios, os 119 membros do NOAL se mostram determinados a "revitalizar e reforçar o papel e a influência" do movimento "como a principal plataforma política representante do mundo em desenvolvimento nos foros multilaterais, especialmente nas Nações Unidas". Sobre este aspecto, o presidente do Comitê Político da conferência, o equatoriano Luis Gallegos, ressaltou à Agência Efe que "o Movimento Não-Alinhado tem que se restruturar para enfrentar as realidades contemporâneas". Além disso, a ata, como é habitual, pede uma reforma do sistema das Nações Unidas de uma maneira "justa e democrática" para favorecer a promoção de "uma paz duradoura, da segurança internacional e do desenvolvimento". Alguns observadores destacaram à Agência Efe a inclusão da condenação do uso "ilícito das novas tecnologias da informação e a comunicação", em uma referência indireta à espionagem das comunicações realizadas por vários países e especialmente Estados Unidos. Sobre esta questão foi adotado um documento separado que mostra a "total rejeição ao uso das novas tecnologias de comunicação em violação da legislação internacional e todas as ações desta natureza que tenham como objetivo qualquer Estado membro do NOAL". Por outro lado, as nações não alinhadas, que representam dois terços dos membros dos países da ONU, puseram o acento na declaração de que "o número de gente que vive na absoluta pobreza continua aumentando em muitos países", por isso que consideram que a "erradicação da pobreza é o maior desafio global". Além disso, os integrantes insistiram que os países mais pobres são os que mais pagam os efeitos da mudança climática, por isso que pedem que sejam intensificadas as ações para diminuir este processo e reduzir seu impacto. Vários participantes do encontro consultados pela Efe, embora tenham dito que a militância e os princípios que fizeram nascer este movimento durante a Guerra Fria, talvez estejam defasados, afirmaram que a continuação do NOAL está garantida por conta da relevância que tem no seio da ONU e da importância que os países em desenvolvimento contem com um fórum comum. No entanto, todos coincidiram em que sua adaptação aos novos desafios e ás novas dinâmicas internacionais são indispensáveis para sua sobrevivência e seu êxito. EFE jfu/ff (foto)

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