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Palestinos condenam licitações para construções em colônias da Cisjordânia

Internacional|Do R7

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Jerusalém, 30 jan (EFE).- Altos dirigentes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) condenaram nesta sexta-feira o anúncio de que Israel abriu um concurso público para a construção de 450 novas casas em assentamentos judaicos na Cisjordânia. O chefe do Departamento de Negociações da OLP, Saeb Erekat, disse que a decisão "não surpreende no contexto da cultura de impunidade concedida pela comunidade internacional a Israel". Antes de pedir para a comunidade internacional parar de "tratar Israel como um estado acima da justiça", Erekat afirmou que o anúncio era um novo exemplo "que nos lembra que as chamadas vazias para o reatamento das negociações não são substitutos da justiça e não salvarão a solução de dois Estados". A ministra da Cultura e Informação da OLP, Hanan Ashrawi, afirmou que "mais uma vez, as vidas, direitos e terras dos palestinos são atingidos em nome das campanhas eleitorais israelenses". Em março, serão realizadas eleições gerais em Israel. Segundo as ONG's Terrestrial Jerusalem e Shalom Ajshav (Paz Agora), o governo israelense abriu hoje licitação para a construção de 430 novas casas em assentamentos judaicos no território ocupado da Cisjordânia. "Pela primeira vez em meses Israel publicou licitação para 430 novas unidades em assentamentos da Cisjordânia", informou a Terrestrial Jerusalem. O concurso público abrange 112 casas na colônia de Adam, 156 em Elkana, 87 em Alfei Menashe e 84 em Kiryat Arba. De acordo com a Shalom Ajshav, as autoridades israelenses também abriram licitação para a construção de um hotel no assentamento de Maaleh Adumim, na Cisjordânia, e outra para escritórios e estabelecimentos comerciais nesta colônia e na de Imanuel. Em comunicado, a ONG afirmou ainda que foi iniciado o processo para a construção de 93 casas no sul de Guilo, ao sul de Jerusalém, e em território ocupado em 1967. O porta-voz do governo Mark Reguev disse à Agência Efe que "não estava familiarizado com essas informações". EFE db/dk

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