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Panorama dos direitos na China se deteriora, diz EUA

Internacional|Do R7

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PEQUIM, 2 Ago (Reuters) - Os Estados Unidos obtiveram poucas respostas sobre ativistas detidos durante seu diálogo anual sobre direitos humanos com a China, e acreditam que a situação no país continua a deteriorar-se, disse um alto-funcionário dos EUA nesta sexta-feira.

Uzra Zeya, atual assessora do secretário de Estado dos EUA para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, disse ter levantado casos específicos durante os diálogos, incluindo o do Prêmio Nobel da Paz preso Liu Xiaobo, bem como daa mulher dele, Liu Xia, agora sob prisão domiciliar extra-judicial.


"Infelizmente sim, eu acho que nós continuamos a ver a deterioração da situação geral dos direitos humanos na China", disse Zeya, apontando para o assédio crescente a parentes do ativista legal cego Chen Guangcheng, que agora vive nos Estados Unidos.

"A perseguição a membros da família é uma das razões para a avaliação... Esta é uma tendência preocupante e uma das que nós levantamos junto aos altos níveis do governo chinês", acrescentou Zeya.


A nomeação do presidente chinês, Xi Jinping, como chefe do Partido Comunista, em uma mudança de liderança em novembro do ano passado, alimentou em muitos chineses a esperança de uma reforma política.

Mas grupos de direitos humanos dizem que não houve trégua na pressão sobre ativistas, dissidentes e outros grupos, como os tibetanos, que pressionam por reformas e mais liberdade.


A China ainda tem que dar a sua versão de como foram os diálogos sobre direitos com os Estados Unidos.

(Por Ben Blachard)

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