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Papa e Netanyahu abordam situação no Oriente Médio em reunião no Vaticano

Internacional|Do R7

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Cidade do Vaticano, 2 dez (EFE).- O papa Francisco se reuniu nesta segunda-feira durante 25 minutos no Vaticano com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, com quem abordou a complexa situação no Oriente Médio e sua próxima viagem à Terra Santa. Segundo uma nota do Vaticano, ambos analisaram o momento atual na região depois da reabertura das negociações entre israelenses e palestinos. Na reunião foi expressado o desejo de poder chegar o mais rápido possível "a uma solução duradoura e justa, em respeito dos direitos de ambas as partes". Netanyahu chegou ao Vaticano acompanhado de uma delegação formada por 13 pessoas, entre elas alguns militares e sua esposa, Sarah. Após a reunião, Netanyahu explicou ao papa que seu pai falava muito bem o espanhol, mas que ele não sabe nada. Após contar esta lembrança, o primeiro-ministro israelense presenteou o pontífice argentino com um livro escrito por seu pai, Benzion, publicado em 1999 com o título "As origens da Inquisição na Espanha do século XV". No volume, o primeiro-ministro israelense escreveu uma dedicatória. Alguns jornalistas israelenses explicaram que o primeiro-ministro relatou durante a viagem que no livro de seu pai se defende que durante o período da Inquisição os católicos respeitaram os judeus. Netanyahu também presenteou Francisco uma um candelabro de sete braços judeu, enquanto o papa entregou ao primeiro-ministro israelense uma imagem em bronze de São Paulo. A esposa de Netanyahu, ao se despedir, disse ao papa Francisco que "o espera" e aguarda com impaciência sua visita. No comunicado do Vaticano, foi confirmado que o papa e Netanyahu abordaram a próxima peregrinação que Francisco fará à Terra Santa. O papa argentino deve realizar no ano que vem um de seus "sonhos", uma viagem com o rabino argentino Abraham Skorka a Jerusalém. Alguns meios de comunicação israelenses anteciparam que a viagem pode ser realizada a partir de 25 de maio, mas o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, indicou hoje que ainda não há data para esta visita. O Vaticano ainda não deu nenhum detalhe sobre esta viagem, que será a segunda fora da Itália de Francisco após a visita ao Brasil em julho para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). No entanto, o secretário para as Relações com os Estados do Vaticano, Dominique Mamberti, antecipou a alguns meios jordanianos que esta viagem pode começar pela Jordânia. Como é tradicional, após a audiência com o papa, Netanyahu também manteve uma reunião com o Secretário de Estado vaticano, Pietro Parolin. O papa tinha recebido em 17 de Outubro o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Abu Mazen, e em 30 de abril também se reuniu com o presidente de Israel, Shimon Peres. Todos eles convidaram o pontífice a realizar o que será uma histórico viagem a Jerusalém, a cidade das três confissões monoteístas. EFE ccg/ff

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