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Papa Francisco faz uma jornada mundial de jejum e oração pela Síria

Grupos de diversas religiões se reúnem para a vigília no Vaticano

Internacional|Do R7

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Papa Francisco se opõe à intervenção militar na Síria
Papa Francisco se opõe à intervenção militar na Síria VINCENZO PINTO/AFP

Por iniciativa da Igreja católica, cristãos, muçulmanos, budistas, ateus e pessoas não-religiosas foram convocados neste sábado para uma jornada mundial de jejum e oração contra uma intervenção armada na Síria, que incluirá uma vigília no Vaticano com a presença do papa Francisco.

— A paz é um bem que supera qualquer barreira porque é um bem de toda a humanidade. Tuitou o Papa na sexta-feira.


Às 14H00 de Brasília, terá início a vigília na Praça de São Pedro, que durará até as 18h00, alternando momentos de oração e de silêncio.

O Papa, que estará presente durante as quatro horas, fará uma breve intervenção.


— Que se eleve forte em toda a Terra o grito da paz! Exclamou na quarta-feira o Papa, para convocar 1,2 bilhão de cristãos, fieis de outras religiões e ateus e pessoas não-religiosas para refletir sobre a paz na Síria.

Francisco, que enviou uma carta à cúpula do G20 em São Petersburgo, se opõe à intervenção militar na Síria prevista pelos Estados Unidos e França, já que considera que isso vai piorar o massacre, aumentar o ódio e não poderá ser uma ação limitada.


— Escutamos esta voz procedente do mundo inteiro e nos emocionamos por esta corrente de solidariedade iniciada pelo Papa. Comentou, por telefone, falando à televisão Sky TG24, o núncio apostólico em Damasco, monsenhor Mario Zenari.

Zenari comparecerá à catedral melquita para um vigília de oração ecumênica que reunirá também ortodoxos e muçulmanos.


A convocação papal teve especial repercussão no Oriente Médio, onde os patriarcas, geralmente rivais entre si, se uniram na preocupação pelas consequências de uma propagação da guerra e ascensão islamita.

O patriarca de Constantinopla, Bartolomeu, apoiou a iniciativa do papa, asim como o grande mufti Ahmad Badredin Hassun, líder do Islã sunita na Síria, que pediu aos fieis que se unam à oração do Papa.

O patriarca maronita, Beshara Butros Rai, conduzirá uma oração na Basílica de Nossa Senhora do Líbano, em Harissa, norte de Beirute.

O vice-presidente do Alto Conselho xiita do Líbano, xeque Abdel Amir Qabalan, respondeu favoravelmente ao apelo de Francisco.

O patriarca de Antioquia e do Oriente para os greco-católicos, Gregório Laham, convocou todos os fieis ao jejum e pediu que os religiosos abram as igrejas para as orações.

O cardeal brasileiro Dom João Braz de Aviz, presidente do Conselho Pontifício para s Ordens Religiosas masculinas e femininas nos cinco continentes, também pediu para que os fieis respondam maciçamente à convocação.

Muitos grupos de não-religiosos, como o Partido Radical Italiano, anticlerical, e o pequeno partido de extrema-esquerda SEL, apoiaram a iniciativa de Francisco e o prefeito de esquerda de Roma, Ignazio Marino, comparecerá à Praça de São Pedro.

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