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Para acabar com crise, presidente da Ucrânia oferece o cargo de primeiro-ministro a líder da oposição

Opositores recusaram pedido e exigiram eleições presidenciais ainda este ano

Internacional|Do R7

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Manifestante joga pneu em incêndio formado em barricada em Kiev
Manifestante joga pneu em incêndio formado em barricada em Kiev

O presidente ucraniano, Viktor Yanukovitch, propôs neste sábado (25) aos líderes da oposição Arseni Yatsneniuk e Vitali Klitschko que eles chefiem o governo, e se disse pronto para uma revisão da Constituição — informou a presidência em comunicado.

O presidente ucraniano propôs o posto de primeiro-ministro a Arseni Yatsneniuk, líder do partido da opositora Julia Timoshenko. Yanukovitch também ofereceu ao ex-boxeador Vitali Klitschko o cargo de vice-primeiro-ministro de Assuntos Humanitários.


O conselheiro do presidente, Andriy Portnov, explicou que Yanukovitch aceitou a criação de um grupo de trabalho encarregado de "modificar a legislação sobre os referendos e talvez, via este mecanismo, propor emendas à Constituição".

Entenda os protestos e a crise na Ucrânia


A oposição pede um retorno à Constituição de 2004, compromisso feito à época por Yanukovitch — vitorioso da Revolução Laranja que fez da Ucrânia uma república parlamentar com um poderoso primeiro-ministro.

A Constituição foi mais tarde novamente revisada, dando exagerado poder ao presidente.


Yanukovitch recebeu os principais líderes da oposição durante três horas neste sábado, após um aumento nas tensões entre manifestantes e forças de ordem no centro de Kiev.

Após o encontro, os opositores falaram à multidão reunida em Kiev, recusando a oferta do presidente.


O líder opositorVitali Klitschkó exigiu que sejam realizadas eleições presidenciais este ano e alertou que continuarão negociando sem ceder.

— Nossa exigência é que sejam realizadas eleições presidenciais este ano [e não em 2015, como está previsto]. Não cederemos, mas continuaremos negociando.

A oposição está mobilizada há mais de dois meses no centro da capital, após a recusa do presidente em assinar um acordo com a União Europeia, preferindo uma aproximação com a Rússia.

As manifestações se radicalizaram na semana passada após a adoção de leis controversas, que preveem penas mais severas para os manifestantes.

Em dois meses de protestos, ao menos três pessoas morreram em Kiev — as mortes foram registradas esta semana. Para a oposição, no entanto, já foram cinco mortes.

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