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Paraguai: afetados por inundações se refugiam em praças de Assunção

Dezenas de famílias atingidas pela enchente do rio Paraguai começam a construir casas provisórias em locais históricos da capital paraguaia

Internacional|Da EFE

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Inundação atingiu vários bairros de Assunção
Inundação atingiu vários bairros de Assunção

Várias dezenas de famílias afetadas pela cheia do rio Paraguai em sua passagem por Assunção começaram a construir casas precárias em várias praças históricas do centro da capital do Paraguai.

Os afetados, procedentes do bairro humilde de La Chacarita, começaram a instalar-se neste final de semana nas praças de Armas e Juan de Salazar de Asunción, junto ao Congresso Nacional e à Câmara Municipal da cidade, uma situação que a prefeitura denunciou ao Ministério Público por entender que "danificam" o espaço público.


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Eles fazem parte das mais de 4.000 famílias afetadas pela cheia do rio Paraguai em Assunção, onde atualmente alcança um nível de 6,23 metros sobre seu nível normal, embora em todo o país já sejam 21.000 as famílias afetadas, segundo o último relatório oficial deste domingo.


O titular da Secretaria de Emergência Nacional (SEN), Joaquín Roa, afirmou neste domingo à imprensa que "a prioridade neste momento é chegar aos afetados", mas que recorrerão aos "canais jurídicos" para despejá-los das praças "históricas", já que "ainda há vagas" nos albergues habilitados pela instituição.

Roa fez essas declarações enquanto participava da habilitação de um refúgio para os afetados pelas inundações na cidade de Limpio (Grande Asunción) e assegurou que os ocupantes das praças "não quiseram sair de uma maneira negociada".


Um dos refugiados na praça de Armas, Mariano Alcaraz, relatou à Agência Efe que a oferta das autoridades é transferi-los a "um prédio que está muito longe" e que "a maioria dos que viemos aqui trabalhamos no centro", razão pela qual não querem afastar-se da região, perto de La Chacarita.

Alcaraz garantiu que a prefeitura lhes "autorizou" a se transferir às mencionadas praças, mas que depois lhes "disseram que não podíamos construir aqui as nossas casas porque fazemos buracos nos tijolos".


O homem contou ainda que as chapas e madeiras com as quais constroem as casas, nas quais estimou que deverão passar "pelo menos três meses", foram fornecidas pela SEN.

Na quinta-feira passada, vários dos afetados recriminaram o presidente, Mario Abdo Benítez, que visitou um dos refúgios, e exigiram a construção da Faixa Litorânea, um projeto que inclui avenidas e casas sociais, que ainda não se materializou porque "é preciso vencer burocracia diariamente", segundo a explicação do governante.

A Junta Municipal de Assunção declarou estado de emergência nesta semana por um prazo de 90 dias diante das inundações.

As áreas mais afetadas em Assunção pelas enchentes são Bañado Norte e Bañado Sur, bairros marginais situados junto ao leito do rio.

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