Parente do clã Kennedy condenado por assassinato ganha direito a fiança
Michael Skakel cometeu o crime em 1975
Internacional|Do R7
Michael Skakel, um parente do clã Kennedy que foi condenado em 2002 por um assassinato cometido em 1975, conseguiu nesta quinta-feira (21) fiança de US$ 1,2 milhão de acordo com decisão de um juiz do estado de Connecticut.
O advogado de Skakel, Hubert Santos, disse esperar que seu cliente possa pagar a fiança hoje mesmo, segundo o jornal "Hartford Courant".
A decisão de hoje era esperada, já que mês passado outro juiz decidiu anular o veredicto de culpabilidade contra Skakel, que em 2010 tinha argumentado que seu advogado no julgamento de 2002, Michael Sherman, cometeu muitos erros judiciais e não o defendeu adequadamente.
Liderança e tragédia sob os holofotes: veja a transformação de John F. Kennedy em mito americano
O caso, que já dura quase quatro décadas, é muito famoso nos Estados Unidos pela mistura de fama e dinheiro que o rodeou, mais ainda por ter um Kennedy envolvido.
Skakel, sobrinho de Robert e Ethel Kennedy, tinha 15 anos quando sua vizinha Martha Moxley, também de 15, apareceu morta em 1975 no jardim de sua casa de Greenwich (Connecticut), uma cidade conhecida por seu elevado nível de vida.
Embora sempre tenha sido considerado suspeito, Skakel não foi julgado até 2002, quando foi declarado culpado e condenado a um mínimo de 20 anos de prisão e no máximo perpétua. Skakel, que agora tem 53 anos, sempre se declarou inocente. A decisão tomada hoje pelo juiz Gary White estipula que Skakel não poderá sair do estado, usará um localizador GPS e deverá estar em contato com as autoridades.
A sala do tribunal estava cheia de membros das famílias Skakel e Moxley, incluindo a mãe da vítima, Dorothy Moxley, que disse estar "decepcionada" em entrevista à imprensa. Após a anulação da sentença mês passado, a promotoria ainda não indicou se planeja um novo julgamento de Skakel.









