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Parentes de passageiros chineses se unem e nomeiam porta-voz

Internacional|Do R7

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Pequim, 19 mar (EFE).- O grupo de parentes dos passageiros chineses que estavam no voo MH370 - que desapareceu no último dia 8 - está reunido em um hotel em Pequim à espera de notícias e criou nesta quarta-feira uma comissão para transferir suas queixas pela falta de informações, além de ter anunciado a nomeação de um porta-voz para a imprensa. "A comissão reunirá as opiniões de cada um dos parentes e expressaremos os pedidos comuns", explicou hoje um deles a um grupo de jornalistas. Esgotados e angustiados após 11 dias de espera, os parentes se organizaram para falar com a imprensa no hotel Lido em Pequim, onde a Malaysia Airlines realizada reuniões diárias para fornecer informações sobre os avanços da investigação. A reunião realizada hoje, da qual alguns meios de comunicação puderam participar, teve, como outros dias, momentos de grande tensão, como quando a familiar de um dos passageiros começou a gritar desesperada para os representantes da companhia aérea. "Não sabem de nada! Onde estão nossos parentes?", indagou a mulher em meio a lágrimas. Uma equipe de médicos e psicólogos foi designada para acompanhar e atender os parentes dos passageiros do voo desaparecido. "A espera está demorando muito e nem o governo da Malásia nem a companhia aérea estão informando bem. Divulgam uma informação e depois a desmentem", se queixou hoje um cidadão chinês que aguarda notícias sobre seus pais que estavam a bordo da aeronave. Alguns parentes ameaçaram ontem iniciar uma greve de fome até que responsáveis do governo da Malásia fossem até Pequim para fornecer informações detalhadas sobre a investigação, já que consideram que dados estão sendo ocultados. "A companhia Malaysia Airlines esconde algo, na realidade eles sabem onde está o avião", denunciou um homem de cerca de 50 anos, que não conseguia conter as lágrimas. "Não podemos continuar assim, nesta espera, deixando que o governo da Malásia nos trate como quiser", acrescentou. Por outro lado, ele destacou sua conformidade em relação aos esforços do governo da China para encontrar o avião, no qual viajavam 239 pessoas, entre elas, 154 cidadãos chineses. "Estamos satisfeitos com sua gestão, sobretudo com a realocação dos satélites e o envio de navios militares", afirmou. Por meio de um cartaz pendurado na parede da sala de reuniões, as famílias manifestam também seu desespero: "Continuamos sem saber onde está o avião. O porta-voz da Malaysia Airlines muda muito de opinião, o que está levando a uma busca desorientada. Com raiva, tristeza e aborrecimento, os parentes estão muito desgatados. Continuamos esperando voltar a nos reunirmos (com nossos parentes), contamos cada minuto para que voltem". EFE abc-tg/apc/cdr (vídeo)

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