Paris defende intervenção na Síria, Berlim espera relatório da ONU
Internacional|Do R7
Vilnius, 6 set (EFE).- O ministro alemão de Relações Exteriores, Guido Westerwelle, pediu nesta sexta-feira que a comunidade internacional espera as conclusões da investigação da ONU sobre o uso de armas químicas na Síria, algo que para o chanceler francês, Laurent Fabius, disse não é necessário pois não apresentará elementos novos. Em reunião dos chefes da diplomacia europeia realizada hoje na Lituânia, Westerwelle disse que com as provas dos Estados Unidos, França e o Reino Unido e com dados da própria inteligência alemã Berlim acha "admissível que o regime sírio tenha usado armas químicas. No entanto, o ministro alemão ressaltou que "há outros países importantes" no mundo que "têm dúvidas", por isso defendeu que se espere as conclusões da investigação realizada por inspetores da ONU, que dará um julgamento "independente" sobre os fatos. O chanceler alemão pediu que as Nações Unidas "acelerem" esse trabalho para que o resultado esteja disponível "o mais rápido possível". Para Fabius, o "problema" do estudo é que ele tem como objetivo apenas esclarecer se "houve um ataque químico", algo que segundo ele ninguém duvida mais. Uma questão diferente é a autoria do "massacre", o que a investigação da ONU irá revelar. Fabius, no entanto, disse que a França e outros países têm provas de que o ataque químico foi perpetrado pelo regime de Bashar al Assad. EFE mvs/dk (foto)












