Parlamento de Hong Kong rejeita reforma eleitoral proposta pela China
Internacional|Do R7
Hong Kong, 18 jun (EFE).- O parlamento de Hong Kong rejeitou nesta quinta-feira a reforma eleitoral proposta pela China, que permitira eleições democráticas através do voto universal, mas com um mecanismo para que Pequim escolhesse os candidatos ao Executivo regional. A proposta de Pequim não reuniu a maioria necessária de dois terços entre os 70 membros do legislativo de Hong Kong durante a votação de hoje pela manhã (horário local). Na hora da votação, após um intenso debate que começou ontem, mais de 30 legisladores ligados ao governo decidiram abandonar o plenário, por motivos que ainda não foram esclarecidos. O resultado final foi de 36 votos: oito a favor e 28 contra. No entanto, a proposta teria sido rejeitada igualmente se todos os legisladores estivessem presentes, já que o bloco de oposição à reforma impediria a maioria de dois terços. A parlamentar pró-China Regina Ip pediu desculpas pela ausência de seus deputados durante a votação e atribuiu a causa a um problema de comunicação entre eles. Após o resultado, os parlamentares democráticos exibiram no plenário um cartaz e um guarda-chuva amarelo, símbolo da "Revolução dos Guarda-Chuvas", que consistiu em uma série de protestos contra a proposta de Pequim nos últimos meses do ano passado. Fora do edifício do Conselho Legislativo, que está sob forte segurança desde ontem, foi possível ouvir gritos de comemoração, e também vaias, de centenas de manifestantes, tanto favoráveis com contrários à proposta chinesa. Os parlamentares pró-China que apoiavam a reforma pediram desculpas aos cidadãos de Hong Kong após o resultado da votação. Os políticos democratas argumentaram contra o projeto chinês alegando que não se tratavam de "eleições autênticas", já que Pequim não permitiria que a população escolhesse livremente seu principal representante político. EFE ifs/rpr (foto)












