Parlamento grego inicia sessão para votar convocação de referendo
Internacional|Do R7
Atenas, 27 jun (EFE).- O parlamento grego se reuniu neste sábado em sessão extraordinária para votar o pedido do governo de Alexis Tsipras de realizar um referendo sobre as propostas dos credores em troca do desembolso do resgate pendente. Ao começo da sessão, o ministro do Interior, Nikos Vutsis, pediu aos deputados que votassem por unanimidade a favor do referendo, independentemente de qual seja sua opinião sobre a gestão do governo durante a negociação com os credores nos últimos cinco meses. No entanto, foi também claro sobre o voto que o governo pede nesta consulta, ao afirmar: "exigimos a rejeição às propostas das instituições e ao ultimato". O primeiro-ministro anunciou nesta madrugada a intenção do governo de realizar um referendo no domingo que vem, dia 5, após rejeitar as medidas propostas pelas instituições -Comissão Europeia, Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional - em troca do pagamento da última parcela do resgate, ainda pendente. O referendo pretende perguntar à população se aceitam ou não a proposta que os credores ofereceram ao governo. A constituição grega estipula que o referendo é uma medida que deve ser convocada formalmente pelo presidente da República a pedido da maioria absoluta do parlamento, ou seja, 151 deputados. Atualmente a coalizão de governo, formada pelo esquerdista Syriza e o nacionalista Gregos Independentes, conta com ampla maioria, 162 congressistas. Em mensagem televisionada, Tsipras afirmou que respeitará qualquer que seja a vontade do povo e acrescentou que enviará uma carta aos líderes e às instituições da União Europeia para solicitar um adiamento de "alguns dias" na atual prorrogação do resgate, que vence na próxima terça-feira, para que os cidadãos possam "decidir sem pressão". "Quero que respondam esta questão com orgulho e responsabilidade", disse Tsipras, que acrescentou que a "Grécia precisa enviar uma mensagem de democracia para a Europa". No parlamento vários membros do governo, como o ministro adjunto de Seguridade Social, Dimitris Stratulis, e o encarregado de coordenar o trabalho do governo, Alekos Flaburaris, se mostraram confiantes de que o povo dará um sonoro "não" à proposta dos credores. Flaburaris deixou claro que a consulta não é para decidir sobre o futuro da Grécia dentro ou fora do euro, e destacou que o referendo "faz parte da negociação". "Será uma resposta clara do povo ao ultimato e à chantagem dos credores, será um 'não' que significará um 'sim' a um processo de reconstrução e de progresso do nosso país", disse o ministro de Energia, Panayotis Lafazanis. A votação nominal no parlamento deve começar à meia-noite (18h em Brasília) EFE rc-yc-ih/cd












