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Partido de Berlusconi se reúne com Letta para decidir futuro da Itália

Internacional|Do R7

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Roma, 21 ago (EFE).- O secretário do partido Povo da Liberdade (PDL), Angelino Alfano, se reuniu nesta quarta-feira com o primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta, para tentar garantir o futuro político de Silvio Berlusconi e evitar uma crise de governo. Segundo os meios de comunicação italianos, Alfano busca com esse encontro o apoio do partido de Letta, o Democrata (PD), nos próximos empecilhos parlamentares que Berlusconi deverá superar após sua condenação definitiva a quatro anos de prisão por fraude fiscal e que poderia forçar sua saída da política. Berlusconi pode ser excluído da vida política devido a uma lei aprovada pelo governo anterior de Mario Monti e em vigor desde o início deste ano, conhecida como "lei Severino", que proíbe a presença no Parlamento de pessoas condenadas a mais de dois anos prisão. O PDL está preocupado com o futuro de seu líder e busca alternativas antes que uma comissão do Senado se reúna para decidir sobre a suspensão de Berlusconi de seu cargo de senador, baseada na citada lei, que também impede que o condenado possa concorrer a uma cadeira no Parlamento durante um período de seis anos. Os correligionários de Berlusconi se prendem às diferentes interpretações que afirmam que a lei não pode ser aplicada no caso concreto do ex-primeiro-ministro, já que o processo contra Berlusconi pelo crime de fraude fiscal é anterior à entrada da lei em vigor. O PDL quer que o partido de Letta não vote a favor da expulsão de Berlusconi do Senado e abra as portas para a possibilidade de se suspender os trabalhos da comissão do Senado, que deverá decidir sobre sua expulsão, e para avaliar a constitucionalidade da lei. Após a reunião entre Letta e Alfano, fontes da chefia do governo revelaram que as posições dos dois sobre o assunto de Berlusconi estão "distantes". Além disso, explicaram que Alfano "não compartilha" com a rejeição do PD à colocação do PDL de que a "lei Severino" não deve ser aplicada no caso de Berlusconi pelo princípio da "não retroatividade". Por outro lado, fontes do PDL afirmaram que Alfano ressaltou durante o encontro que não é possível que um partido permaneça dentro de uma coalizão (governamental) se o outro partido da aliança permite a expulsão de seu líder do Parlamento devido a um comportamento baseado em preconceitos. Alguns dos jornais mais importantes da Itália como "Corriere della Sera", "La Repubblica" e "La Stampa" asseguraram hoje que Berlusconi se mostrou disposto a retirar o apoio de seu partido ao governo de coalizão presidido por Letta, durante um encontro realizado ontem à noite com a cúpula do partido. Os jornais sustentaram que Berlusconi teria feito um ultimato, dando um prazo concreto para receber sinais de abertura nessa linha por parte do PD, ou então vai retirar os cinco ministros do PDL que fazem parte do Executivo. A situação é delicada já que a posição mantida nas últimas semanas por diferentes membros do PD é a que as penas devem cumpridas e a lei deve ser acatada. Por outro lado, Letta reiterou nas últimas horas em Viena, onde estava em viagem oficial, que "confia na responsabilidade de todos", após ser perguntado sobre a continuidade do Executivo. Essas novas tensões no governo ocorrem enquanto o Tribunal de Apelação de Milão ainda está pendente de estabelecer a pena acessória pelo crime de fraude fiscal que pesa sobre Berlusconi e que se soma aos quatro anos de prisão. Essa pena acessória consiste em um impedimento do exercício de cargos públicos que Berlusconi deverá cumprir e que será um novo empecilho para o ex-primeiro-ministro nos próximos meses. EFE ebp/rpr

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