Partido Istiqlal se retira do Governo marroquino dirigido por islamita PJD
Internacional|Do R7
Rabat, 11 mai (EFE).- O partido nacionalista marroquino Istiqlal decidiu neste sábado deixar a coalizão do Governo que é liderada pelo islamita Partido da Justiça e Desenvolvimento (PJD), do primeiro-ministro Abdelilah Benkirane. A decisão foi tomada praticamente por "unanimidade" no Conselho Nacional do Istiqlal, indicou à Agência Efe um de seus membros, Taufiq Hgira. A medida agora tem que ser referendada pelo rei Muhammad VI do Marrocos, segundo suas competências constitucionais, para que seja efetiva. Em comunicado, o Conselho Nacional do PI explicou que tomou essa decisão após ter "esgotado todas as possibilidade de advertência e de conselho". Além disso, criticou as medidas tomadas pelo atual Governo, já que afirmou que "repercutiram de forma negativa sobre o poder aquisitivo dos cidadãos". O partido nacionalista reprovou "o monopólio" exercido por "algumas partes dentro da coalizão governamental" e o fato de que "se comporte na Presidência do Governo, por assim dizer Presidência de um partido" em alusão ao PJD e ao presidente do Governo, Abdelilah Benkirane. Em 1 de maio, o secretário-geral do PI, Hamid Chabat, fez duras críticas ao PJD em um ato por conta do Dia do Trabalho que reuniu milhares de pessoas membros do sindicato do partido União Geral do Trabalho no Marrocos (UGTM). O Istiqlal é o segundo grupo parlamentar (com 60 cadeiras em um Parlamento de 325) atrás do PJD e à frente do Movimento Popular (MP) e do ex-comunista Partido do Progresso e Socialismo (PPS), que formam a coalizão governamental. O PI tem seis pastas no Executivo marroquino, atrás do PJD, representado por 11 ministros, e acima do PP e PPS, representados por quatro ministros cada um deles. A crise dentro dos componentes da coalizão governamental começou quando Chabat foi eleito secretário-geral do PI, já que reivindicou em mais de uma ocasião uma emenda governamental. Em janeiro, Chabat pediu em um memorando para que "o chefe do Governo utilize uma linguagem política e responsável e se pronuncie em nome de todos os partidos que compõem a coalizão governamental". Segundo explicou à Agência Efe, Mohammed Ansari, membro do Conselho Nacional do PI, esta decisão será submetida ao rei Muhammad VI que, caso aceite o presidente do Governo, deve buscar outra aliança e se não conseguir, pode convocar eleições antecipadas, mas o rei poderia também pedir ao PI que revise sua decisão. EFE fzb/ff









