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Pelo menos 42 morrem em madrugada sangrenta no Egito

Militares teriam atirado contra partidários de Mursi; Irmandade Muçulmana convoca "revolta"

Internacional|Do R7

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A Irmandade Muçulmana afirma que as mortes aconteceram de madrugada no Cairo, quando as forças de segurança abriram fogo contra pessoas que rezavam
A Irmandade Muçulmana afirma que as mortes aconteceram de madrugada no Cairo, quando as forças de segurança abriram fogo contra pessoas que rezavam MAHMOUD KHALED/AFP

A Irmandade Muçulmana do Egito convocou nesta segunda-feira (8) uma "revolta" contra o golpe de Estado depois da morte de 42 seguidores do presidente destituído Mohammed Mursi.

O movimento afirma que as mortes aconteceram de madrugada no Cairo, quando as forças de segurança abriram fogo contra pessoas que rezavam.

As Forças Armadas atribuíram os incidentes a "terroristas armados" que tentaram atacar o quartel-general da Guarda Republicana. Também afirmaram que simpatizantes de Mursi sequestraram dois soldados no Cairo.

A situação extremamente tensa ameaça ainda mais as complexas negociações para a formação de um governo de transição, seis dias depois da queda de Mursi.

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O Partido da Justiça e da Liberdade (PJL), braço político da Irmandade Muçulmana, convocou em um comunicado uma "revolta do grande povo do Egito contra os que tentam roubar sua revolução com tanques".

O PJL também pede à "comunidade internacional, aos grupos internacionais e a todos os homens livres do mundo que atuem para impedir outros massacres e o surgimento de uma nova Síria no mundo árabe".

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Na madrugada desta segunda-feira, muitos partidários do ex-presidente rezavam diante do quartel-general da Guarda Republicana quando soldados e policiais abriram fogo, afirma a Irmandade Muçulmana em um comunicado, que destaca o balanço de pelo menos 35 mortes.

O Ministério da Saúde anunciou um balanço de pelo menos 42 mortos, sem especificar ser eram apenas partidários de Mursi.

O Exército anunciara um pouco antes que "terroristas armados" tentaram atacar o quartel da Guarda Republicana. A ação terminou com um oficial morto e vários soldados feridos, seis deles em estado crítico, segundo fontes militares.

O partido salafista Al Nur informou a saída das negociações para a formação de um novo governo em resposta ao "massacre" desta segunda-feira de partidários do presidente derrubado.

"Decidimos sair imediatamente das negociações em resposta ao massacre diante da sede da Guarda Republicana" no Cairo, escreveu o porta-voz do Al Nur, Nader Bakar, no Twitter.

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