Logo R7.com
RecordPlus

Pelo menos quatro mortos em atentado suicida contra hotel na Somália

Internacional|Do R7

  • Google News

Mogadíscio, 8 nov (EFE).- Pelo menos quatro pessoas morreram e várias outras ficaram feridas em um atentado suicida com carro-bomba realizado nesta sexta-feira em um conhecido hotel de Mogadíscio. A detonação, que poderia ser obra da milícia radical islâmica Al Shabab, aconteceu cerca de 20h (local, 15h em Brasília) na porta do hotel Maka al Mukarama. O hotel fica no centro administrativo da capital somali, em uma movimentada avenida que liga o aeroporto ao palácio presidencial, e é bastante frequentado por membros do governo. Segundo relatou um testemunha a Agência Efe, o veículo se chocou contra as portas do hotel e segundos depois aconteceu "uma grande explosão". O primeiro-ministro somali, Abdi Farah Shirdon, condenou este "covarde ato de terrorismo" que, advertiu, não desfará os avanços que o país alcançou. "Mais uma vez, os inimigos da paz mostram sua verdadeira cara ao mundo. Os terroristas não vão nos derrotar, mas nos farão mais fortes", afirmou Shirdon no Twitter. Em setembro, Al Shabab detonou um carro-bomba no estacionamento de um restaurante próximo ao palácio presidencial, o que causou a morte de 20 pessoas e feriu mais de 30. Apesar dos avanços conseguidos o ano passado no terreno político, a Somália se encontra ainda imersa em um prolongado e complexo conflito armado. As tropas da Missão da União Africana na Somália (Amisom), o exército somali, as Forças Armadas etíopes e várias milícias pró-governo combatem a Al Shabab, grupo jihadista dominante desde 2006 e responsável também pelo atentado contra o centro comercial Westgate em Nairóbi, capital do Quênia, em setembro, que matou 72 pessoas. A milícia Al Shabab anunciou em fevereiro de 2012 sua união formal à rede terrorista Al Qaeda, e afirma lutar para instaurar um estado islâmico de corte wahhabista na Somália. O país africano vive em um estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohammed Siad Barre foi derrubado, o que deixou o país sem um governo medianamente efetivo e em mãos de milícias radicais islâmicas, senhores da guerra, mergulhando o país no conflito. EFE ai/cd

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.