Pentágono confirma que tentou capturar líder da milícia Al Shabab na Somália
Internacional|Do R7
Washington, 7 out (EFE).- O Departamento de Defesa dos Estados Unidos confirmou nesta segunda-feira que a operação frustrada da madrugada de sábado na Somália tinha como objetivo capturar um dos líderes do grupo radical islâmico somali Al Shabab, identificado como Abdikadir Mohammed Abdikadir, conhecido como "Ikrima". Em comunicado, o porta-voz do Pentágono, George Little, revelou a identidade do miliciano, um queniano de origem somali que é "um dos principais comandantes do grupo terrorista Al Shabab, uma filial da Al Qaeda". Até agora, o governo americano não tinha dado detalhes sobre a incursão na Somália, que aconteceu ao mesmo tempo em que outra terminou com sucesso na Líbia. "O alvo da operação (na Somália) era capturar Ikrima sob a autoridade legal que outorga ao Departamento de Defesa, a Autorização de Uso da Força Militar de 2001 contra a Al Qaeda e suas forças associadas", assinalou Little no comunicado. "Embora a operação não tenha resultado na captura de Ikrima, os militares americanos a realizaram com uma precisão sem comparação demonstrando que os Estados Unidos podem exercer uma pressão direta sobre a liderança de Al Shabab no momento em que nos propusermos a isso", acrescentou o porta-voz. Segundo diversas fontes militares citadas pela imprensa americana, a operação se frustrou porque soldados das forças especiais SEAL encontraram mais resistência que o esperado e, após um enfrentamento que durou entre quinze a vinte minutos, se retiraram. "Trabalhando junto ao governo da República Federal da Somália, o exército dos Estados Unidos seguirá enfrentando a ameaça que a Al Shabab apresenta. O exército americano tem recursos inigualáveis e poderia se apoiar em qualquer deles para interromper redes e complôs terroristas", assegurou Little. O porta-voz descreveu Ikrima como "intimamente associado com os militantes mortos da Al Qaeda Harun Fazul e Saleh Nabhan". Esses atacantes "tiveram papéis no ataque terrorista de 1998 contra a embaixada americana no Quênia e os ataques de 2002 em um hotel e uma companhia aérea em Mumbasa (Quênia) que provocaram a morte de cidadãos quenianos e israelenses, inclusive crianças", assegurou. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse hoje que a incursão contra Ikrima e a da Líbia não eram uma operação conjunta coordenada, mas aconteceram ao mesmo tempo casualmente, apesar de ambas contarem com a aprovação do presidente, Barack Obama. A operação em Trípoli permitiu a captura do suposto cérebro dos ataques terroristas de 1998 contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, Nazih al Raghie, conhecido como Abu Anas al Libbi. EFE llb/cd











