Pentágono suspende veto a utilização de mulheres em combates
Internacional|Do R7
Washington, 24 jan (EFE).- O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira oficialmente sua decisão de suspender a proibição de que mulheres sirvam na primeira linha de combate, um passo histórico para as Forças Armadas do país. "Como secretário de Defesa, sei que abrir mais oportunidades a nossos homens e mulheres uniformizados melhor qualificados fortalecerá nossa habilidade para lutar e ganhar guerras", disse hoje o secretário de Defesa, Leon Panetta, em um ato no Pentágono em homenagem a Martin Luther King. A decisão permitirá a abertura de centenas de postos na frente de batalha e potencialmente também em comandos de operações especiais, nos quais até agora as mulheres não tinham acesso, uma mudança que será feita de forma progressiva. "Cada pessoa no exército de hoje fez um compromisso solene de lutar e, se for necessário, morrer pela defesa de nossa nação. (...) Seu sucesso profissional e suas oportunidades específicas devem se basear unicamente em sua capacidade de realizar as missões atribuídas. Todo mundo merece essa oportunidade", acrescentou Panetta. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, afirmou hoje que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apoia a decisão do Pentágono. O porta-voz oficial declarou que Obama está convencido de que o país deve continuar trabalhando para eliminar "barreiras desnecessárias baseadas no gênero para dar serviço" à nação. Panetta deu de prazo até janeiro de 2016 para que os comandantes apresentem alegações em casos especiais, se acharem que alguma posição determinada deve permanecer fechada. Em novembro, quatro mulheres militares processaram o Departamento de Defesa dos EUA para que ponha fim à proibição de que mulheres sirvam na primeira linha de combate, por considerarem que a medida era inconstitucional. O Pentágono já tinha relaxado anteriormente a norma e, em abril do ano passado, admitiu que as mulheres chegassem a postos como mecânico de tanques e operadora de radar na artilharia de campo. Dos 1,4 milhão de membros em serviço ativo das Forças Armadas americanas atualmente, 205.000 são mulheres. EFE rg/id









