Pesquisas indicam vitória da ultradireita nas eleições europeias na França
Segundo colégios eleitorais, Frente Nacional é o partido mais votado com 25% dos votos
Internacional|Do R7

A ultradireitista FN (Frente Nacional) se transformou neste domingo (25), pela primeira vez em um pleito nacional, no partido mais votado da França nas eleições europeias com 25% dos votos, segundo as estimativas de vários institutos de pesquisas divulgadas no fechamento dos colégios.
Com a segunda posição ficou a conservadora UMP (União por uma Maioria Popular), com pouco mais de 20% dos votos, enquanto o governista PS (Partido Socialista) foi relegado à terceira com cerca de 14%.
A FN, que tinha conseguido 6,3% dos sufrágios nas eleições europeias de 2009 com três deputados, e cujo recorde anterior neste tipo de pleito era de 11,7% em 1989, pode ter agora entre 23 e 25 cadeiras do total de 74 que estão em jogo na França.
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A UMP, que esperava manter-se na cabeça, como tinha conseguido em 2009 quando recebeu 27,8% dos votos, recebeu também um duro golpe, em um contexto de longas lutas internas e de um escândalo financeiro que afeta diretamente seu presidente, Jean-François Copé, ao ficar muito distanciada da formação de Marine le Pen.
As primeiras projeções do instituto de pesquisa Ipsos lhe atribuem entre 18 e 21 eurodeputados. Já o PS sofreu um novo castigo depois do que recebeu nas municipais de março, e que provocaram a reformulação do governo e a nomeação como primeiro-ministro de Manuel Valls. O partido terá agora que se contentar com cerca de 13 cadeiras no próximo parlamento Europeu.
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Atrás destas três formações, de acordo com os institutos de pesquisas, estão os centristas (Modem-UDI) com cerca de 10 % (6-8 deputados), os Verdes com 9% (6 cadeiras) e o Partido da Esquerda (PG) com pouco mais de 6% (3-5 eurodeputados). Em uma primeira reação durante um debate na emissora "France 2", o porta-voz do governo e ministro da Agricultura, Stéphane Le Foll, considerou que estas eleições na França constituem "um alerta".
Por sua parte, Copé afirmou, nesse mesmo debate televisivo, que os franceses quiseram mostrar "um enfado extremo" que responde "à forma como os franceses são governados" pelos socialistas.
— Quiseram lançar uma forte advertência e foram além da UMP.









