PF desarticula grupo acusado de evasão de divisas e lavagem de dinheiro
Internacional|Do R7
(Atualiza com prisão do ex-vice-presidente do Banco do Brasil). São Paulo, 11 jun (EFE).- A Polícia Federal (PF) desarticulou nesta quinta-feira um grupo criminoso internacional acusado de evasão de divisas e lavagem de cerca de R$ 3 bilhões através da Venezuela e outros países. Na operação, foram detidas 11 pessoas e outras duas foram intimadas a prestar depoimento perante as autoridades. Entre os presos está o ex-vice-presidente do Banco Branco do Brasil Allan Simões Toledo, segundo a PF. O Banco do Brasil informou que Toledo foi afastado da instituição em dezembro de 2011 e ressaltou que não possui nenhuma informação sobre os fatos. A operação, denominada 'Porto Victoria', contou com 130 agentes em três estados, desmontou a "organização criminosa especializada em evasão de divisas e lavagem de dinheiro em vários países" e que atuou pelo menos durante os últimos três anos, segundo um comunicado da PF. Além disso, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em lugares situados nas cidades paulistas de Araras, Indaiatuba, Santa Bárbara do Oeste e São Paulo, além de Curitiba (PR) e Resende, no estado do Rio de Janeiro. De acordo com a PF, a investigação começou em 2014, a pedido do Escritório de Controle de Imigração e Alfândegas (ICE) dos Estados Unidos, que vinculou um cidadão brasileiro com uma rede dedicada à evasão de divisas e à lavagem de dinheiro no país, Reino Unido, Japão, Venezuela e no próprio Brasil. Na Venezuela, a nota diz que o grupo retirava ilegalmente divisas através de importações fictícias promovidas por empresas brasileiras criadas especialmente para a movimentação financeira para o crime e em muitos casos elevavam os preços em "até 5.000% para justificar a remessa dos valores". Depois, "empréstimos e importações simuladas justificavam o envio dos recursos para Hong Kong, desde onde eram encaminhados para outras contas no mundo todo", detalhou a nota de imprensa. As empresas brasileiras realizavam importações fictícias em colaboração com bancos e agências de valores para enviar dinheiro ao exterior e, segundo a PF, foram realizadas também operações com sistemas de câmbio paralelos e ilegais. Os investigados deverão responder perante a Justiça pelos delitos de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituições financeiras e organização criminosa. EFE wgm-ass/lvl












