Piloto americano sobrevive após ter dois caças abatidos em guerra contra o Irã
Militar da Força Aérea dos EUA escapou de ataques no Kuwait e em território iraniano em um intervalo de pouco mais de um mês
Internacional|Do R7
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Um militar da Força Aérea dos Estados Unidos viveu uma sequência considerada raríssima por especialistas militares durante a guerra contra o Irã. Em menos de cinco semanas, o piloto de um caça F-15E Strike Eagle foi abatido duas vezes em missões diferentes e conseguiu sobreviver nas duas ocasiões.
O caso foi revelado inicialmente pelo site especializado The High Side e depois confirmado pela CBS News. Segundo os relatos, o militar, cujo nome nunca foi divulgado publicamente, pode ter se tornado o primeiro piloto de avião da Força Aérea americana a ser derrubado duas vezes no mesmo conflito desde a Guerra do Vietnã.
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A primeira ocorrência aconteceu em 2 de março de 2026, nos primeiros dias da chamada Operação Fúria Épica. Três caças F-15E dos Estados Unidos foram atingidos por fogo amigo sobre o Kuwait. As aeronaves acabaram abatidas por engano pelas defesas aéreas kuwaitianas.
Os seis tripulantes conseguiram se ejetar e pousaram em segurança no território aliado. De acordo com informações divulgadas posteriormente, um caça F/A-18 da Força Aérea do Kuwait teria lançado três mísseis contra os aviões americanos logo após drones iranianos entrarem no espaço aéreo do país.
Mesmo após o incidente, os pilotos voltaram rapidamente às operações. Cerca de quatro semanas depois, o mesmo militar participou de uma missão de bombardeio sobre Teerã, capital do Irã. Na época, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, elogiou publicamente a coragem da equipe.
Poucos dias depois, em 3 de abril, o azar voltou a perseguir o piloto. O caça F-15E em que ele estava, identificado pelo indicativo “DUDE44”, foi atingido por fogo inimigo durante uma operação em território iraniano.
O presidente Donald Trump afirmou que os iranianos “deram sorte” ao acertar a aeronave com um míssil. Relatórios posteriores apontaram que o armamento poderia ser um sistema portátil antiaéreo de fabricação chinesa enviado ao Irã nos primeiros dias da guerra.
Após o impacto, os dois tripulantes se ejetaram em território hostil. O piloto foi localizado e resgatado horas depois em uma grande operação de busca e salvamento conduzida pelas forças americanas.
Já o oficial responsável pelos sistemas de armas da aeronave sofreu ferimentos após um problema no paraquedas durante a ejeção. Segundo os relatos, ele precisou se esconder enquanto o Irã colocava uma recompensa por sua captura.
A missão de resgate acabou se transformando em uma das maiores operações do tipo no conflito. Ao todo, 155 aeronaves participaram da ação, incluindo bombardeiros, caças, aviões-tanque e helicópteros de resgate.
As forças americanas localizaram o militar ferido nas montanhas Zagros, onde ele estava escondido havia cerca de 36 horas. Para evitar que equipamentos secretos fossem capturados, os EUA destruíram aeronaves utilizadas na operação após dificuldades para decolagem em um terreno descrito como “úmido e arenoso”.
O general aposentado David Deptula, que participou da Guerra do Golfo e atualmente é diretor do Mitchell Institute for Aerospace Studies, afirmou à CBS News que não se lembra de outro caso semelhante em campanhas militares recentes. Segundo ele, a situação foi comparável a “ser atingido por um raio duas vezes”.
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