Logo R7.com
RecordPlus

Piloto voou por 27 anos com licença falsa e comandou centenas de voos da Air Canada

Investigação no Canadá aponta que comandante teria fraudado documentos para operar aviões de grande porte

Internacional|Do R7

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Geoffrey Wall, ex-piloto da Air Canada, foi preso por voar por 27 anos com uma licença falsa.
  • Wall realizou cerca de 900 voos sem a licença ATPL(A) obrigatória para comandantes de grandes aeronaves.
  • As fraudes foram descobertas em 2025 durante uma avaliação de rotina no Aeroporto Pearson, em Toronto.
  • Wall enfrenta acusações de fraude e uso de documentos falsos, mas a Air Canada afirma que a segurança dos passageiros não foi comprometida.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Geoffrey Wall, de 59 anos, foi piloto da Air Canada por 27 anos Georgian College

Um ex-piloto da Air Canada foi preso após a polícia afirmar que ele comandou centenas de voos usando uma licença falsificada para esconder a falta da certificação necessária para pilotar aeronaves de grande porte. Segundo as autoridades, o caso parece “roteiro de filme” pela dimensão da suposta fraude e pelo tempo em que ela teria permanecido sem ser descoberta.

De acordo com a CTV News, o acusado foi identificado como Geoffrey Wall, de 59 anos, morador da cidade de Barrie, no Canadá. A polícia informou que ele trabalhou na Air Canada durante 27 anos e se aposentou antecipadamente em 2025, justamente no período em que as autoridades canadenses começaram a investigar suas credenciais profissionais.


Veja Também

A polícia afirma que Wall iniciou a carreira na companhia aérea em 1998 como copiloto e foi promovido a comandante em 2009. Durante esse período, ele teria realizado cerca de 900 voos nacionais e internacionais em aeronaves como Boeing 767, 777 e 787.

Segundo os investigadores, o piloto possuía algumas qualificações válidas para atuar na aviação comercial, mas nunca obteve a Airline Transport Pilot Licence for Aeroplanes, conhecida como ATPL(A), licença de alto nível obrigatória para comandantes de aeronaves de passageiros no Canadá.


As suspeitas surgiram em março de 2025 durante uma avaliação operacional de rotina no Terminal 1 do Aeroporto Pearson, em Toronto. Segundo a polícia, irregularidades foram identificadas nos documentos apresentados pelo piloto, o que levou o órgão regulador Transport Canada a abrir uma investigação administrativa.

Depois da apuração regulatória, a polícia iniciou uma investigação criminal em janeiro de 2026. Os agentes afirmam que o ex-comandante teria usado documentos falsificados para ocultar a ausência da licença obrigatória ao longo de décadas de trabalho.


Os investigadores também acusam Wall de tentar esconder a fraude registrando um boletim de ocorrência falso. A polícia não detalhou o conteúdo da denúncia apresentada pelo piloto.

O ex-funcionário da Air Canada agora responde por acusações como fraude, uso de documentos falsificados, posse de marca falsificada e comunicação enganosa às autoridades. Ele deverá comparecer ao tribunal no próximo dia 29 de junho.


Durante entrevista coletiva, o vice-chefe de polícia Nick Milonovich afirmou que exigências de licenciamento existem para proteger passageiros e tripulações. Para explicar a gravidade do caso, ele comparou a situação à de “um médico licenciado em medicina da família realizando cirurgia cerebral em seu consultório”.

“Quando alguém deturpa as qualificações que possui, isso é uma questão de segurança”, afirmou Milonovich.

A Air Canada declarou, porém, que a segurança dos passageiros “não foi comprometida”. Em nota, a companhia afirmou que todos os pilotos passam por treinamentos obrigatórios a cada seis meses, além de avaliações anuais conduzidas por examinadores certificados pela Transport Canada.

A empresa destacou ainda que Geoffrey Wall possuía licença válida de piloto comercial e que demonstrou alto nível de competência técnica durante toda a carreira na companhia. Mesmo assim, reconheceu que ele não tinha a licença ATPL exigida para comandantes de grandes aeronaves operadas por companhias aéreas canadenses.

Segundo a companhia, a certificação ausente exige uma série de exames escritos e requisitos específicos previstos pela regulamentação do país.

Até o momento, as autoridades canadenses não informaram se haverá revisão de voos realizados pelo piloto ou novas auditorias internas relacionadas ao caso.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.