Polícia descarta participação de homem morto pela Rota em atentado contra tenente em SP
Dois homens com suspeita de envolvimento com o crime foram presos, mas autores dos disparos seguem foragidos
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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A polícia descartou que um homem morto pela Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) em uma troca de tiros na zona leste de São Paulo (SP) na última quarta-feira (1º) tenha envolvimento no atentado contra o tenente Ronickson Pimentel.
Uma denúncia feita à corporação na quarta-feira informava sobre a possível relação de um suspeito com o caso.
Os policiais foram ao local, na região de Guaianases, e foram recebidos a tiros pelo homem, segundo a PM. Os agentes reagiram e o indivíduo não resistiu.
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Nesta quinta-feira (2), a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública do Estado) informou que o suspeito não tem ligação com a tentativa de homicídio contra Pimentel.
“A Polícia Militar esclarece que não atribui ao homem morto nesta quarta-feira a condição de suspeito da tentativa de homicídio contra o Tenente Pimentel”, disse a pasta, em comunicado.
“A ocorrência foi registrada como morte decorrente de intervenção policial e segue sob investigação da Polícia Civil, por meio do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), com acompanhamento da PM”, acrescentou.
Tenente foi alvo de ataque
Ronickson Pimentel foi alvo de uma série de disparos quando estava à paisana em um semáforo em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, no último sábado (27).
Ele foi surpreendido pelos criminosos, que se aproximaram em dupla, em uma motocicleta, e abriram fogo contra o tenente. Os suspeitos fugiram na sequência.
O policial foi socorrido pelo helicóptero Águia e, desde então, segue internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
Dois homens suspeitos de envolvimento no crime, de 40 e 52 anos, foram presos temporariamente no domingo (28).
Eles são investigados por prestar cobertura logística aos autores dos disparos, que seguem foragidos.
Na quarta-feira, a polícia informou que identificou o suspeito de efetuar os disparos.
O secretário estadual da Segurança Pública, Nico Gonçalves, disse que as investigações apontaram que um dos suspeitos envolvidos no crime monitorava a casa do policial antes do atentado. “Isso aconteceu há cerca de três meses”, afirmou o chefe da pasta.
O Renault Logan de cor branca, utilizado pelos criminosos, circulava por São Caetano desde fevereiro, conforme o DHPP da Polícia Civil, que investiga o caso com suporte da Corregedoria da PM.
Ronickson é o irmão mais velho de Eloá Pimentel, assassinada no sequestro mais longo da história de São Paulo, em outubro de 2008.
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