Polícia prende mais de mil pessoas durante manifestação em Moscou
Protesto foi realizada frente à Câmara Municipal contra o veto a candidatos opositores nas eleições municipais de 8 de setembro
Internacional|Da EFE

A polícia da Rússia prendeu neste sábado mais de mil pessoas em uma manifestação não autorizada no centro de Moscou na qual os participantes exigiam eleições livres e justas diante da recusa das autoridades eleitorais em registrar 57 candidatos opositores do presidente Vladimir Putin para o pleito municipal que será realizado em 8 de setembro.
Segundo informações do portal de notícias "OVD Info", mais de mil pessoas foram detidas, enquanto a polícia local, de acordo com a agência de notícias "Interfax", reconheceu 295 detenções. Além disso, a tropa de choque formou uma barreira para impedir que os manifestantes se aproximassem da Câmara Municipal, que fica na avenida Tverskaya, e os forçaram a ir para ruas próximas.
O forte esquema policial também restringiu os acessos ao local do protesto para impedir que mais manifestantes comparecessem. Segundo contagem da polícia, 3,5 mil pessoas participaram da manifestação — não houve uma apuração alternativa à da corporação.
Antes do início do protesto foram detidos vários candidatos opositores que pretendiam participar das eleições locais, mas tiveram candidaturas rechaçadas pela comissão eleitoral, entre eles Dmitri Gudkov, Ivan Zhdanov, Liubov Sobol e Yulia Galiamina.
Policiais também fizeram uma operação de busca e apreensão nas residências e centros de campanha dos opositores que começou na noite de sexta-feira e continua neste sábado, conforme relataram em redes sociais vários dos políticos envolvidos.
O veterano ativista Ilya Yashin foi levado a uma delegacia nos arredores de Moscou, e Kira Yarmysh, porta-voz do líder opositor Alexei Navalny, e Ruslan Shaveddinov, ativista de uma organização de Navalny contra a corrupção, foram levados para serem interrogatórios.
O próprio Navalny foi detido no último dia 24 e cumpre uma sentença de 30 dias de prisão por ter feito apelos à população para participar da manifestação deste sábado.
No fim de semana passado, uma manifestação que tinha sido autorizada contou com a presença de 12.000 pessoas, segundo a polícia, e 22,4 mil, de acordo com uma organização especializada na contagem de manifestantes.
Nesta sexta-feira, a polícia moscovita advertiu que recorrerá a "todos os meios necessários para garantir a segurança dos cidadãos, prevenir e impedir a alteração do ordem pública".
A comissão eleitoral de Moscou negou o registro de 57 candidatos, entre eles alguns dos principais dirigentes opositores.











