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Polícia responsabiliza 28 pessoas por incêndio na boate Kiss

Internacional|Do R7

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São Paulo, 22 mar (EFE).- A Polícia responsabilizou nesta sexta-feira 28 pessoas, 16 delas criminalmente, pelo incêndio ocorrido no dia 27 de janeiro na boate Kiss, na cidade de Santa Maria (RS), no qual morreram 241 pessoas. O delegado Marcelo Arigony, da Polícia Civil do estado do Rio Grande do Sul, responsável pelas investigações, apresentou hoje em Santa Maria o relatório responsabilizando os donos da boate, empregados, músicos que se apresentavam e bombeiros encarregados de fiscalizar o lugar, entre outros. Das 28 pessoas denunciadas, 16 foram indiciadas criminalmente, nove delas pela acusação de homicídio doloso, com intenção de matar. Os outros indiciados foram acusados de homicídio culposo, sem intenção de matar, entre eles o prefeito da cidade, Cezar Schirmer. O incêndio ocorreu durante a madrugada de 27 de janeiro na boate Kiss. Calcula-se que havia no local entre 800 e 900 pessoas, apesar de a capacidade máxima ser de 600 pessoas, segundo as investigações. A Polícia sustenta que o incidente aconteceu quando um dos membros da banda Gurizada Fandangueira, que fazia uma apresentação na boate, acendeu um sinalizador que provocou fogo na espuma usada como isolante acústico no teto. Arigony afirmou que as necropsias feitas nas 234 pessoas que morreram no local determinaram que "a propagação do monóxido de carbono e do cianeto decorrente da queima da espuma causaram as mortes". Outras sete pessoas morreram alguns dias depois nos hospitais de Santa Maria e Porto Alegre. A última delas foi uma jovem de 23 anos que morreu no último dia 7 de março. Desde o dia da tragédia, os dois donos da boate e dois membros do grupo Gurizada Fandangueira estão presos de forma preventiva por sua suposta responsabilidade no incêndio, que foi o pior ocorrido no Brasil em mais de 50 anos. Os outros cinco que foram denunciados por homicídio doloso e que vão responder em liberdade são o gerente e duas administradoras da boate e os bombeiros Gilson Martins Dias e Vágner Guimarães Coelho, responsáveis pela fiscalização do estabelecimento. Por homicídio culposo foram indiciados um ex-sócio da boate, os atuais secretários municipais de Mobilidade Urbana e Meio Ambiente, o chefe de fiscalização da secretaria de Mobilidade, o encarregado de conceder o alvará de funcionamento, e outros dois bombeiros que processaram os documentos da permissão. Entre os 28 responsáveis denunciados pela Polícia aparecem nove bombeiros que prestaram socorro às vítimas e permitiram que civis e pessoas que saíram ilesas do lugar retornassem ao interior da boate para tentar ajudar os feridos, alguns dos quais morreram ajudando aos demais. "Foi uma falha grave, sabemos que era um ambiente hostil, mas as pessoas que estavam fora não podiam retornar e por isso os bombeiros não podiam ter permitido isso", declarou o delegado Sandro Meinerz. EFE wgm/rpr

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