Polícia turca detém pelo menos 70 pessoas por celebrações do dia 1º de Maio
Governo quer evitar manifestações na simbólica praça de Taksim
Internacional|Do R7

Pelo menos 70 pessoas foram presas no início da manhã desta sexta-feira (1º) pela polícia turca, que bloqueia o centro de Istambul para evitar celebrações do Primeiro de Maio na simbólica praça de Taksim.
Mais de 20 mil policiais e 70 veículos armados controlam o acesso a Taksim em um raio de três quilômetros, com barreiras, interrupções nos serviços de transporte e até mesmo fechamento do espaço aéreo.
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Segundo a imprensa turca, outros 30 integrantes do Partido Comunista também foram detidos pelas autoridades ao tentar chegar à praça por meio de um hotel próximo. Eles resistiram à prisão formando uma corrente humana com seus braços e pernas.
Agentes à paisana estão fazendo prisões aleatórias de pessoas que consideram como suspeitos, de acordo com o jornal Hurriyet. Além disso, vários grupos de manifestantes foram dispersos após o uso de gás lacrimogêneo, diz o site BirGun Daily.
Moradores do centro da cidade reclamam que a operação está impedindo que eles cheguem ao trabalho. Doentes também não podem ser levados aos hospitais da região.
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Turistas que estão hospedados em hotéis próximos a Taksim não conseguem passar pelas barreiras policiais e estão sendo obrigados a contornar os bloqueios carregando bagagens a pé.
O escritório do governador de Istambul afirmou em comunicado que não permitirá a realização de atos na praça Taksim. Aqueles que desejarem celebrar o Dia do Trabalho deverão se dirigir a oito regiões da capital usadas para esse tipo de manifestações.
O Comitê do 1º de Maio, formado por sindicatos nacionais de várias categorias profissionais, insiste em realizar os atos na praça Taksim e ainda tenta negociar com as autoridades. O presidente de uma das entidades, Mehmet Soganci, afirmou à Agência Efe que a cidade estava sob bloqueio.
Ônibus estão sendo impedidos de levarem as pessoas a certos pontos de encontro e há notícias de várias prisões, algo também informado pela CNNTURK.
"São cenas fascistas. Já foi visto em outras ocasiões que nada acontece e que o 1º de Maio é celebrado pacificamente quando a polícia não interfere e a Taksim está aberta. Vamos depositar flores na praça, mas também teremos cuidado com as provocações", afirmou.
Vários grupos estão se reunindo desde o início da manhã no distrito de Besiktas para ir em direção a Taksim, embora as ruas que levam ao local estejam bloqueadas.
O primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, disse ontem que permitiriam as oferendas florais na praça, onde 34 pessoas foram assassinadas e outras 120 ficaram feridas em 1997, data conhecida no país como Domingo Sangrento.








